em cima da mesma forma que embaixo...
sexta-feira, maio 29, 2026
Semana
sábado, maio 23, 2026
May dump. May drop.
Aquela sensação de estar insistindo em algo ( que nem sei o que é). E esse algo tá dando bem errado.
sábado, maio 09, 2026
trickster
De uma " conversa" com a AI sobre trickster
começou assim
assustou?
terça-feira, abril 21, 2026
terça-feira, janeiro 20, 2026
2025, um daqueles anos que quase deu certo.
O fato é que eu estava sempre exausta e quantas vezes pensei: Ah, 2025, esse ano perdido. Deixei de ir ao grupo do bonsai, larguei as trilhas.Quase não fiz fotos, nada era interessante o suficiente para eu fotografar. Aprovada mas não classificada em concursos, seletivo. Pouca h/a no emprego atual mas podia ter mais, eu que não dei disponibilidade no dias de segunda e sexta por conta dos deslocamentos. Passei por 5 etapas de uma vaga de emprego que seria minha mudança de carreira e do nada foi tudo cancelado. Fui chamada para a entrevista de um dos empregos dos meus sonhos - terceirizada e bem a lá apocalipse zumbi, confesso - mas nada do governo efetivamente abrir a vaga. Aprovada na residência mas não com pontos suficientes para ser realmente uma concorrente. Foi muito quase, como o vento ou areia escapando entre os dedos.
Nossa, agora lembrei da Ana Luisa, dizendo que anos ímpares são ruins. Me pego discordando em concordar. Talvez seja isso mesmo. E eu acredito no caos e na ordem. Acho que mais no caos.E não venha com essa que astros ou sei lá o que tem influência direta sobre o que a gente faz ou segue na vida. É bonitinho mas carece de método e reprodutibilidade.
E eu não sei se aprendi sobre resiliência por que nem lembrei dela. Eu apenas segui. Sabendo que se eu ficasse triste demais, ansiosa demais, se eu me desregulasse, não haveria ninguém para me dar a mão e me ajudar a sair do poço, afinal esse papel constuma ser meu: dar a mão ou ao menos segurar uma lanterna. Mas, pensando bem, agora essa palavra faz todo o sentido. A vida é combate.
E não escrevo isso por estar mal, não. Longe disso. Talvez seja um dos consolos do caos. Ou só o rebrotar da esperança. Hoje- quando mais uma vez pensava em soprar a poeira desse blog e escrever um pouco sobre o ano cansativo que passou- aparece a postagem de uma ex-aluna: Olhe ao redor e concentre-se no que deu certo.
2025. Ano que terminei veterinária (que demorei 13 longos semestres para finalizar, afinal esse curso já foi trancado, eu não fazia todas as cadeiras em vários semestres, tive reprovação por não finalizar o TCC, teve período sem matrícula, precisei pedir reingresso...). Ano que o I finalmente recebeu a notícia da cura de uma doença grave e a melhoria e remissão de várias das sequelas. Ano que minha irmã mais nova concluiu um sonho ao finalizar o curso de medicina. Ano que realmente vi eu tenho base, que se eu estudar as coisas vão caminhar ( ainda esbarro na falta de tempo, mas tive bons resultados abrindo só o edital, imagina se...). Ano em que vi meus pais todos os meses, mas de uma vez até. Ano em que finalmente trouxe a tona algo que já era urgente e pensei deliberadamente sobre meu próprio envelhecimento e planejei algo que está guiando muitas decisões ( inclusive a de fazer um concurso público).
Olhe ao redor e concentre-se no que deu certo.
É isso aí, 2025. Ainda não dá para dizer gratidão, obrigada e sei lá mais o que. Consigo dizer nós nos toleramos, superamos e seguimos, cada um com suas verdades.
sábado, março 23, 2024
E não, não fiz nada das metas. Fiz uma cirurgia e estou me sentindo à vontade para sair desse molho agora em abril. Antes de voltar pro surf, vou encarar a academia. Começar algo e já saber que não vai haver amor nessa relação é um desafio, dentre tanto.
Meu pensamento sobre a vida? Cansaço. Ah, e leituras sobre fossas para águas cinzas ( e bananeiras), galinhas poedeiras e coisas assim.
Deveria estar fazendo meu TCC ( um surto e fiz outra graduação de 5 anos em uma IES pública).
Deveria estar fazerndo tanta coisa. Mas estou só curtindo uma enxaqueca mesmo.
sábado, julho 22, 2023
E não é que o blogger ainda funciona? Sabe-se lá o que isso quer dizer.
Há alguns meses eu queria um lugar por uma lista, um lugar que ninguém olhasse. Não dá pra ser no meu mural ou na geladeira. Mas escrever vai torná-la mais real - mais factível, mais próxima da saída do mundo das ideias.
Metas pessoais! Ah, para que servem senão seguir para aumentar meu sofrimento...
- uma CNH A. E pra isso, óbvio, preciso conseguir guiar uma moto
- voltar para as aulas de surf
- conseguir correr 5km
E é isso! Nada demais. Bobagenzinhas até, mas para quem tem meu histórico são grandes batalhas. Três lindas coisas que foram empurradas para depois. Mas que tá na hora de serem para agora.
sexta-feira, março 27, 2020
Fugere urbem
quarta-feira, agosto 21, 2019
domingo, dezembro 10, 2017
segunda-feira, março 23, 2015
quando o meu amor vem ter comigo é
um pouco como música,um
pouco mais como uma cor curvando-se(por exemplo
laranja)
contra o silêncio,ou a escuridão....
a vinda do meu amor emite
um maravilhoso odor no meu pensamento,
devias ver quando a encontro
como a minha menor pulsação se torna menos.
E então toda a beleza dela é um torno
cujos quietos lábios me assassinam subitamente,
mas do meu cadáver a ferramenta o sorriso dela faz algo
subitamente luminoso e preciso
—e então somos Eu e Ela....
o que é isso que o realejo toca
e. e. cummings
Tradução de Cecília Rego Pinheiro
| Quando o meu amor vem ter comigo é tudo e é como a chuva caindo num chão de pedras. Sem pena. Até acalmar-se. Lavando as folhas, lavando, deixando gotas d'água sonhadoras a suspirar ternos poemas. |
terça-feira, setembro 30, 2014
lamentável verdade.
Na vida, prepare-se para
quinta-feira, setembro 25, 2014
domingo, abril 27, 2014
domingo, maio 05, 2013
segunda-feira, março 11, 2013
terça-feira, janeiro 08, 2013
Poema a Boca Fechada
Poema à Boca Fechada - José Saramago
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei
Pois que a língua que falo é doutra raça.
Palavras consumidas se acumulam
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vasa de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em me não conhecem.
Nem só lodos a se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quanto me calei,
Não poderá morrer sem dizer tudo.
Os Poemas Possíveis, 2ª edição, Editorial Caminho, Lisboa, 1982
sexta-feira, agosto 24, 2012
em 30 e poucos dias (estou contando desde 20 de julho)
terça-feira, julho 10, 2012
sábado, março 17, 2012
coisas que eu queria pra já
ir para a casa dos meus pais.
caminhar na praia.
(Uma prateleira de 1,4 x 0,3 m caiu cima do monitor,deixou o mouse troncho,livros no chão e muita bagunça. Se eu ligo pro cara que a colocou há 2 dias ele vai dizer que foi peso demais.Se peço pro meu marido ele vai torcer a boca e eu odeio coisa de má vontade!)
alguém tem o telefone do Pereirão?
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Luna, fofa e soneca!
Previsão do tempo para São Luís- MA: pancadas de preguiça e sono durante todo o dia.
A vocês, eu deixo o sono.
O sonho, não!
Este eu mesmo carrego! Leminski
domingo, outubro 16, 2011
Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do destino.
José Jorge Letria, in "Animália Odes aos Bichos"na foto, Lilly, uma das gatinhas que adotamos agora.
quarta-feira, outubro 12, 2011
segunda-feira, agosto 29, 2011
cansada...
cansando...
segunda-feira, agosto 15, 2011
Casa
Fica na Praia da Pedra do Sal, Parnaíba, Piauí.
O mar e as pedras ficam atrás da casa.
lugar lindo, com potencial turístico, porém tratado com descaso. Numa sexta-feira, o lugar parecia uma cidade fantasma. Gosto de lá, só não acredito nos ETs.
sexta-feira, julho 22, 2011
quarta-feira, julho 20, 2011
Quanto ouvi falar em Mendel, confesso que foi amor a primeira aula de Biologia. Mas, depois apareceria Morgan e roubaria minha atenção....rs
O saudoso professor Valdir Edson Soares falava dos experimentos de Morgan para do (antigo) 1º ano do 2º grau de tal maneira que realmente fiquei interessada (na época, nem imaginava que faria minhas próprias extrações de DNA...)
.
.
sono
.
.
terça-feira, julho 19, 2011
Os outros - Neil Gaiman
"O tempo é fluido por aqui", disse o demônio.
Soube que era um demônio no momento em que o viu. Ele apenas sabia, assim como tinha consciência de que aquele local era o Inferno. Não havia outra possibilidade de existência para ambos.
A sala era longa, e o demônio o esperava próximo de um braseiro fumegante na ponta oposta. Uma miríade de objetos encontava-se pendurada nas paredes pétreas, sendo que não parecia inteligente ou tentador analisá-los com maior minúcia. O teto era baixo; o chão, estranhamente etéreo.
"Aproxime-se", disse o demônio, e ele obedeceu.
O demônio estava nu e inclinado. Possuía cicatrizes profundas, e sua pele parecia ter sido arrancada à força em algum ponto de seu passado distante. Não possuía orelhas, não possuía sexo. Seus lábios eram finos e austeros, e seus olhos eram verdadeiramente demoníacos: haviam visto demais e ido longe demais; sob seu olhar, o homem se sentia mais insignificante do que um verme.
"O que acontece agora?", perguntou.
"Agora," disse o demônio, em uma voz desprovida de angústia e regozijo, dona unicamente de uma resignação seca e aterrorizante, "você será torturado."
"Até quando?"
O demônio balançou a cabeça e permaneceu em silêncio. Andou devagar, rente à parede, examinando um dos instrumentos pendurados nela, e então outro. Na outra ponta da parede, próxima à porta, jazia um flagelo de nove pontas, feito de arame farpado gasto. O demônio o pegou com a sua mão de três dedos e retornou à outra ponta da sala, carregando-o reverentemente. Colocou as pontas do flagelo no braseiro, e observou-as enquanto começavam a esquentar.
"Isso é desumano."
"Sim."
As pontas do flagelo brilhavam em um laranja mórbido.
Enquanto levantava o braço para desferir o primeiro golpe, afirmou que "Na hora certa, você se recordará desse momento com ternura."
"Mentiroso."
"Não," disse o demônio, "A próxima etapa", explicava enquanto desferia a chicotada, "é pior."
As pontas do flagelo pousaram sobre as costas do homem com um estalo e um chiado, perfurando através das roupas caras, queimando, despedaçando e rasgando a cada golpe e, não pela última vez naquele lugar, arrancando gritos.
Havia duzentos e onze instrumentos nas paredes daquela sala, e era sua sina experimentar cada um deles.
Quando, finalmente, a Filha Lázara - a qual acabou por conhecer de forma íntima - fora limpa e posta na parede no ducentésimo décimo-primeiro suporte, o homem soluçou com seus lábios arruinados: "E agora?"
"Agora," disse o demônio, "a verdadeira dor começa."
E começou.
Cada ato que não deveria ter sido posto em prática. Cada mentira contada - para si, ou para outrem. Cada pequena ferida, e todas as grandes. Tudo fora arrancado de suas entranhas, detalhe por detalhe, lentamente. O demônio destruiu o manto do esquecimento, rasgando-o até a verdade se sobressair, e aquilo doeu mais do que tudo.
"Diga-me o que você sentiu enquanto ela saía pela porta," afirmava o demônio.
"Senti meu coração se estilhaçando."
"Não," afirmou o demônio, sem ódio, "diga-me a verdade."
"Senti alívio, pois a partir de então ela nunca saberia que eu transava com a irmã dela."
O demônio desmanchou a vida de sua vítima momento por momento, relembrando-a de todos os instantes desconfortáveis. Aquilo durou cem anos, talvez mil - ambos tinham todo o tempo do mundo naquela sala cinzenta - e, perto do fim, o homem concluiu que o demônio estava certo: a tortura física fora mais gentil.
E então, a tortura se encerrou.
E, no mesmo momento em que se encerrara, se iniciou novamente. Havia o sentimento de que a primeira vez jamais ocorrera, o que de alguma maneira tornava tudo muito pior em seus olhos.
A partir de então, a cada palavra balbuciada, o ódio do homem em relação a si mesmo aumentava. Não havia dentro de si lugar para mentiras, fugas ou qualquer outro elemento que não fosse a dor e a cólera.
E então, deixou as palavras correrem de sua boca. Parou de derramar lágrimas por elas. Quando decidiu parar, um milênio depois, rezou para que, naquele momento, o demônio se dirigisse à parede e escolhesse a faca de esfolar, ou a mordaça, ou até mesmo os parafusos.
"Mais uma vez," disse o demônio.
Era como descascar uma cebola - mais uma camada que ocultava a vítima era destruída. Desta vez, aprendeu sobre consequências. Aprendeu sobre os resultados daquilo que praticara; tomou consciência de coisas para as quais estava cego ao colocá-las em prática; as maneiras pelas quais tornou o mundo algo pior; os danos causados a pessoas que nunca conhecera, encontrara ou tinha consciência da existência. Fora a mais dura lição até então.
"Mais uma vez," repetiu o demônio, passados mil anos.
A vítima se ajoelhou no chão, em frente ao braseiro, contorcendo-se suavemente de olhos fechados enquanto contava a história de sua vida. Experimentava-a novamente assim que a recontava - do nascimento à morte, com uma fidelidade ímpar à verdade, sem se esquecer de nada e suportando cada momento. Seu coração se abriu.
Quando terminou, sentou-se de olhos fechados, esperando a voz demoníaca dizer "mais uma vez", mas nada aconteceu. Abriu os olhos.
Se levantou devagar. Estava sozinho.
Na outra ponta da sala, havia uma porta. Ela se abriu.
Um homem passou por ela. Havia terror em sua face, bem como arrogância e orgulho. Vestia roupas caras, e hesitou em dar os primeiros passos dentro da sala longa e cinzenta.
Então, compreendeu.
"O tempo é fluido por aqui", disse ao recém chegado.
terça-feira, julho 12, 2011
curtas
Impressoras tem vontade própria. Mesmo!
Tenho duas semanas para superar o medo.
Cientistas não gostam de árvores.Minha casa parece a Papelândia.
Pós-graduação não é pra todo mundo. Sabe os dizeres no Portal do Inferno, em Divina Comédia? "Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" = Isso é pós-graduação!
Se eu falasse dos quilos e cabelos brancos a mais e dos amigos a menos isso seria constrangedor!!
terça-feira, julho 05, 2011
UFMA apura denúncia de racismo na instituição
terça-feira, junho 21, 2011
quarta-feira, maio 18, 2011
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