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em inconstante definição.

quarta-feira, outubro 14, 2026

 

 

Nem toda tentativa precisa virar um projeto de vida, algumas servem para esclarecer o caminho.

segunda-feira, outubro 05, 2026

confissão de fé II

 

 Se a minha pergunta é "O que o Estado deve fazer para produzir uma sociedade mais livre, saudável, igualitária e funcional?" e se eu penso assim:


✓ direitos LGBTQIA+ mais robustos✓ igualdade de gênero ✓ segurança para mulheres e crianças ✓distribuição de renda ✓ direitos trabalhistas  ✓ transporte público ✓ descarbonização ✓ reabilitação prisional
✓ escola pública ✓ universidade pública ✓ políticas sociais ✓ moradia digna ✓ proteção trabalhista ✓ serviços compatíveis com a tributação
✓ liberdade de expressão ✓ liberdade religiosa  ✓ porte de armas ✓ autonomia individual✓ estatais lucrativas ✓ utilização de empresas públicas para financiar políticas nacionais ✓ infraestrutura ferroviária✓ redução de combustíveis fósseis ✓ transporte coletivo ✓ infraestrutura ferroviária✓ Estado laico ✓ igualdade jurídica ✓ religião como liberdade individual, não fundamento do Estado ( e nada de jurar na Bíblia)✓ cidadania baseada em direitos e deveres ✓ imigrante acolhido, mas submetido às leis ✓ liberdade limitada pela proteção dos direitos de terceiros ( posso colocar aqui a saúde pública, doenças mentais e segurança do indivíduo e justificar minha posição sobre não legalização da Cannabis e um aperto maior em relação ao álcool, certo?)

eu seria então uma quase uma social-democrata? ou apenas confusa?

pq eu 

Quero um Estado suficientemente forte para garantir direitos, serviços públicos, infraestrutura, ciência, segurança e proteção ambiental, mas suficientemente limitado para não sufocar a sociedade e a iniciativa privada. Não me importa se o imposto é alto ou baixo em termos absolutos; importa se ele retorna em capacidade estatal, qualidade de vida e desenvolvimento.

 

Confissão de fé

    

Terrivelmente atrasada em meu (des)propósito de escrita. Fora de mim por tanta indignação e assim é hoje, digerindo ontem. Contra o dito popular, religião, futebol e politica se discute sim. Discutir não é brigar. Nos nossos trabalhos científicos temos os resultados e discussão. Segundo o dicionário, discutir é " Debater, examinar, investigar, tendo em vista provas e razões pró e contra". Está no dicionário. Se aquela pessoa não consegue discutir um assunto desses sem desprezar profundamente a opinião que não lhe pertence, sem entender que existem outros pontos de vista, que não concordar da iluminação alheia não faz de você alguém inferior e desprezível, que é normal acreditar/aceitar/anuir em partes, que o mundo não está dividido entre pessoas boas e Comensais da Morte, estou começando a intuir que não é o melhor insistir na amizade. Vale a pena quando os caminhos ficarem ainda mais pantanosos? Você vai deixar de ter uma amizade por que fulano é comunista, liberal ou ancap pela moral que ele tem ou por que você se considera melhor que ele? Não pensar igual torna o diferente ignorante?

Eu acho lindo o credo apostólico. Admirável. Acho arrepiante (não me entenda mal, vou achar arrepiante do livro de Eclesiastes ao Hávamál, posso ser agnóstica mas não insensível ou incapaz de admirar a fé a cultura alheia). O credo é uma oração que já existia de forma rudimentar ao menos no século II. Conheci na Igreja Presbiteriana (onde estava no final dos Hinários) e é também usada na Igreja Católica e Luterana como uma confissão de fé. Aquilo que o cristão que diz o que professam essas igrejas deve acreditar. Uma confissão de fé. Algo para não confundir ou ser confundido. Estou quase para fazer a minha confissão, minha oração, meu credo. Por que acredito que entendi o verdadeiro de motivo de não querer ser confundida: não era só vida ou morte, também deveria ser não passar raiva.



sexta-feira, maio 29, 2026

Semana


Segunda-feira, normal. Jeito de segunda-feira, ou seja, vontade de ficar em casa mexendo em planta. Fiz algo interessante: me embrenhei num canto escondido do trabalho para pegar sementes de taperebá ( Spondias mombin L.). Vamos ver se germinarão.

A terça teve com cara de quinta-feira, onde a semana útil praticamente acabou e vem aquela ressaca física e moral, do cansaço sem ter completado as tarefas.Foram 7 horários em aula prática. Rouca. Cansada. Assertiva demais para os padrões dos meus alunos. Impaciente por ter que repetir mil vezes sobre prender o cabelo. Uso de celular.

Quarta-feira visitei a biblioteca aqui no trabalho. E como incas, maias, astecas e alunos até o início desses século, fiz empréstimo de dois livros. Legal que aqui professor não paga multa. Eu sempre perco os prazos, então melhor,não é?

Na quinta, eu estava em casa e só descansei. Mudei a aula de quinta-feira a noite para sexta, coisa acidental, na reserva de laboratório. Tentei descansar, síndrome do intestino irritável a mil. 

E hoje, a tão desejada das gentes, sexta. IRPF feito. Aula dada. Falta a aula prática da noite. 

Postando para tentar voltar o hábito.

sábado, maio 23, 2026

May dump. May drop.

 

Aquela sensação de estar insistindo em algo ( que nem sei o que é). E esse algo tá dando bem errado.




sábado, maio 09, 2026

trickster

 De uma " conversa" com a AI sobre trickster 

começou assim

criação dela depois de uma longa conversa com mais elementos sobre caos,trapaça, ordem,inovação, mudança, arquétipos.
E evoluimos para 





assustou? 

terça-feira, abril 21, 2026

 eu fiz mil coisas. 

eu não fiz nada.

e não deu em nada.

e amanhã não é domingo.

terça-feira, janeiro 20, 2026

2025, um daqueles anos que quase deu certo.


Bem, cá aqui dos dias finais de janeiro, finalmente arrumo tempo para esse desabafo. 

2025! Ah, ano, eu poderia falar tanto sobre você. Sobre o quase, o próximo distante, o que era diáfano e parecia assim ao alcance das mãos. Falar da esperança que falhou, dos dias apreensivos, dos medos, dos desesperos esperançosos, da mente desenhando mil cenários, todos igualmente horrorosos.

Se eu me perguntar a maior lembrança desse ano, me verei pegando o ônibus e indo até a casa dos meus pais, quase 325 km de onde moro, sempre temerosa do que podia encontrar e ainda assim estava na hora de voltar pra casa. Devo ter ido umas 23 vezes em 12 meses. Ir sexta, voltar segunda. A sensação de não estar construindo nada, nem lá nem cá. De estar deixando coisas importantes em dois lugares, gente que precisava de mim - e eu, deles- dividida em dois espaços. Cumulou temor e cansaço onde antes eu até brincava que ia dormindo no ônibus tão bem quanto na cama - sobre isso, não sei: pode ser a idade, as preocupações, a agitação da viagem para uma área turística recém descoberta. Minha mente às vezes parecia um quarto da bagunça, onde eu só colocava mais coisas para voltar a ver quando tivesse tempo. E esse tempo, caro e raro como é, nunca vinha.

O fato é que eu estava sempre exausta e quantas vezes pensei: Ah, 2025, esse ano perdido. Deixei de ir ao grupo do bonsai, larguei as trilhas.Quase não fiz fotos, nada era interessante o suficiente para eu fotografar. Aprovada mas não classificada em concursos, seletivo. Pouca h/a no emprego atual mas podia ter mais, eu que não dei disponibilidade no dias de segunda e sexta por conta dos deslocamentos. Passei por 5 etapas de uma vaga de emprego que seria minha mudança de carreira e do nada foi tudo cancelado. Fui chamada para a entrevista de um dos empregos dos meus sonhos - terceirizada e bem a lá apocalipse zumbi, confesso - mas nada do governo efetivamente abrir a vaga. Aprovada na residência mas não com pontos suficientes para ser realmente uma concorrente. Foi muito quase, como o vento ou areia escapando entre os dedos.

Nossa, agora lembrei da Ana Luisa, dizendo que anos ímpares são ruins. Me pego discordando em concordar. Talvez seja isso mesmo. E eu acredito no caos e na ordem. Acho que mais no caos.E não venha com essa que astros  ou sei lá o que tem influência direta sobre o que a gente faz ou segue na vida. É bonitinho mas carece de método e reprodutibilidade. 

E eu não sei se aprendi sobre resiliência por que nem lembrei dela. Eu apenas segui. Sabendo que se eu ficasse triste demais,  ansiosa demais, se eu me desregulasse, não haveria ninguém para me dar a mão e me ajudar a sair do poço, afinal esse papel constuma ser meu: dar a mão ou ao menos segurar uma lanterna. Mas, pensando bem, agora essa palavra faz todo o sentido. A vida é combate.

E não escrevo isso por estar mal, não. Longe disso. Talvez seja um dos consolos do caos. Ou só o rebrotar da esperança. Hoje- quando mais uma vez pensava em soprar a poeira desse blog e escrever um pouco sobre o ano cansativo que passou- aparece a postagem de uma ex-aluna: Olhe ao redor e concentre-se no que deu certo. 

2025. Ano que terminei veterinária (que demorei 13 longos semestres para finalizar, afinal esse curso já foi trancado, eu não fazia todas as cadeiras em vários semestres, tive reprovação por não finalizar o TCC, teve período sem matrícula, precisei pedir reingresso...). Ano que o I finalmente recebeu a notícia da cura de uma doença grave e a melhoria e remissão de várias das sequelas. Ano que minha irmã mais nova concluiu um sonho ao finalizar o curso de medicina. Ano que realmente vi eu tenho base, que se eu estudar as coisas vão caminhar ( ainda esbarro na falta de tempo, mas tive bons resultados abrindo só o edital, imagina se...). Ano em que vi meus pais todos os meses, mas de uma vez até. Ano em que finalmente trouxe a tona algo que já era urgente e pensei deliberadamente sobre meu próprio envelhecimento e planejei algo que está guiando muitas decisões ( inclusive a de fazer um concurso público).

Olhe ao redor e concentre-se no que deu certo. 

É isso aí, 2025. Ainda não dá para dizer gratidão, obrigada e sei lá mais o que. Consigo dizer nós nos  toleramos, superamos e seguimos, cada um com suas verdades.