Terrivelmente atrasada em meu (des)propósito de escrita. Fora de mim por tanta indignação e assim é hoje, digerindo ontem. Contra o dito popular, religião, futebol e politica se discute sim. Discutir não é brigar. Nos nossos trabalhos científicos temos os resultados e discussão. Segundo o dicionário, discutir é " Debater, examinar, investigar, tendo em vista provas e razões pró e contra". Está no dicionário. Se aquela pessoa não consegue discutir um assunto desses sem desprezar profundamente a opinião que não lhe pertence, sem entender que existem outros pontos de vista, que não concordar da iluminação alheia não faz de você alguém inferior e desprezível, que é normal acreditar/aceitar/anuir em partes, que o mundo não está dividido entre pessoas boas e Comensais da Morte, estou começando a intuir que não é o melhor insistir na amizade. Vale a pena quando os caminhos ficarem ainda mais pantanosos? Você vai deixar de ter uma amizade por que fulano é comunista, liberal ou ancap pela moral que ele tem ou por que você se considera melhor que ele? Não pensar igual torna o diferente ignorante?
Eu acho lindo o credo apostólico. Admirável. Acho arrepiante (não me entenda mal, vou achar arrepiante do livro de Eclesiastes ao Hávamál, posso ser agnóstica mas não insensível ou incapaz de admirar a fé a cultura alheia). O credo é uma oração que já existia de forma rudimentar ao menos no século II. Conheci na Igreja Presbiteriana (onde estava no final dos Hinários) e é também usada na Igreja Católica e Luterana como uma confissão de fé. Aquilo que o cristão que diz o que professam essas igrejas deve acreditar. Uma confissão de fé. Algo para não confundir ou ser confundido. Estou quase para fazer a minha confissão, minha oração, meu credo. Por que acredito que entendi o verdadeiro de motivo de não querer ser confundida: não era só vida ou morte, também deveria ser não passar raiva.
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