terça-feira, maio 18, 2010
Enquanto a manhã não vem I ou Lições de Geografia
sábado, fevereiro 27, 2010
sábado, janeiro 23, 2010
1 KerIDU BlOg Du MeU koRaXXaU
"eU TavAH InDU pru CInEMaH Kum mEu NAMOradeENhu FoFInhU I UNxXx AmIGuiNHUxXx Qdu bAtEraM nu MEu karRu......"
2 "Hoje, indo ao cinema,conheci uma mulher de parar o trânsito.Ela apareceu assim de forma distraída e rapidamente preencheu a minha noite com fortes emoções..."
Há uma primeira vez para tudo. E, nessa ilha de Lost, um dia todos toparemos com alguma doida num New Civic, dirigindo muito mal, cortando você de maneira infinitamente tresloucada em um retorno e ainda se achando no direito de reclamar e esbravejar.O engarrafamento fez-se num dos trechos já miniengarrafados dessa cidade sem engenharia de tráfego - ou qualquer outro nome que se dê à tentativa de por ordem na entropia movida a rodas.
Horário? O melhor possível: depois das seis. E eu no auge da TPM. Nessas horas é fantástico estar com seu namorado paciente e um amigo judoca. Eles resolveram com a doida barraqueira.
ai ai
segunda-feira, dezembro 14, 2009
sexta-feira, dezembro 04, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
cof...cof...
quinta-feira, junho 25, 2009
PEIXE-AQUÁRIO
eu sou o peixe
que nada, eu sou o peixe
que nada, que nada...
que nada ao inverso, eu sou o peixe
que pesca o universo
que manda pelo avesso
que anda pelo mar sem endereço
que risca esse cenário
que cisca o imaginário
que tudo ou nada sem itinerário
eu sou o peixe
que nada, eu sou aquário
que nada, que é o nada, que é tudo ao contrário
peixe-aquário
fisga o sol, a lua, a luz do céu
signo das águas
na estrela desse mar de mel
que sede, eu sou o aquário
que guarda a natureza
que acorda a correnteza
que quebra e transborda se afogando de beleza
que nada, eu sou a onda
que muda com a maré
que vaza todo o choro, o desespero
e enche a fé
que onda, eu sou a gota
que pinga na loucura
que chove e tanto bate até que fura
eu sou o oceano
atlético e atlântico
pacifico e romântico
sou peixe voador
eu sou o oceano
profundo, profano
sou indico, infinito
indicado pro amor
eu sei, eu sal, eu sou
eu sou, eu vou, eu fui
eu vim, eu sei, eu vim,
eu vi que sim,
eu vi que flui.
Diário Noturno - Gabriel o Pensador.
Um copo enorme. Suco de laranja, gelo. Deveria ter vodka, mas não, não mesmo. No meu mundo de falas não expressas e coisas não cumpridas, não me permitirei esse prazer também.
Dia morto, olhos mortos. Reparo por baixo das palavras, das portas, das peles dos que me observam. Se houver algo que valha a pena, passa despercebida devido a seu tamanho nanomolecular. [mais um dia, mais um dia rumo ao fim...]
Apática. Assimpática.
quarta-feira, abril 29, 2009

aparência.
Quando achar, não esquece de passar o telefone.
Mauro me disse que é só TPM.
A Maceração é Macabra!
Macabra... adjetivar uma dança
em que se representa a morte
arrastando pessoas
de todas as idades e condições.
Talvez seja uma coisa maçada
pra muitas pessoas...
ou uma pancada com maça ou maço,
um trabalho penoso,
conversa fastienta e longa.
Pessoas de todos os cantos
vamos macaquear a morte,
como uma Macega...
...erva daninha, capim dos campos
que quando seco, dificulta o trânsito.
Luzidia a Ressureição em ti!
(Márcio Boas; 15.02.07)
terça-feira, abril 21, 2009
quinta-feira, março 26, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
Claro!
Vida de secretária-apresentar seminário-viajar quase 300 km - dar aula-aplicar prova-voltar os quase 300 km - abraço e cama. E ainda preciso ir ao banco.É, tem muita coisa entre o que eu vou fazer e o que eu quero.Ainda bem que maio é um mês onde aulas de genética não farão parte do cronograma.Estou cansada e é algo mais profundo que um fim de semana prolongado - e desocupado- possa resolver.Meu experimento, não anda - nem se arrasta- e agora, depois de 2 anos, consigo largar de mão a epidemiologia e cuidar só dessa &%$$@* de Multiplex PCR., o que realmente me interessa. Nada de centenas de animais, prevalências ou incidências. Nada. Nadinha disso. Apenas uma linda reção patenteável e pronto. E fora!O engraçado de hoje: mulheres inteligentíssimas, resolvem manuais de instrução complicadíssimos, de aparelhos que custam mais de R$ 100.000 e fazem coisas complicadas e biotecnológicas, não conseguem entender o fax. Claro, fax é coisa do demo mesmo.
terça-feira, março 17, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
ai, meu Deus!
quarta-feira, março 04, 2009
manhã cinza tarde púrpura noite azul
segunda-feira, março 02, 2009
de tudo
Não estou mais doente. A chuva brilha mais que o sol e nessas manhãs frias, eu só penso em cama, travesseiro e em todo tipo de coisa que se pode fazer para colocar alguém mais manhoso do que já é. Estou sempre com sono e dormiria uns 10 dias inteiros se isso talvez não me matasse de desidratação e me fizesse perder o emprego ou os experimentos.Falando em experimento, talvez eu "vire" amostra de alguém. A doença misterios? toxoplasmose! ainda bem que não estou grávida. Uma amiga super-veterinária e sem os sentimentos meigos nhem-nhem-nhem que Aline e eu temos em relação a gatos, fez um semi-inquérito e acha que foi um dos meus gatos. Aliás, o que não era meu. A Lillo. Por que não tive filhotes, além dela e da Nimphadora. E a Ni veio de um lugar onde gatinhos não comeram carne crua ou andaram pondo suas patinhas em qualquer lugar por gerações. Daí, resta a Lillo, que agora mora com a Annie. Estive pensando se vale ou não dizer aos meus preocupados pais o que eu tenho. Claro, nos ultimos laivos de infantilidade presentes, eles vão querer que eu me livre da Hermione e da Rubi. Infantilidade. Eita sentimento que gosta de persistir mesmo depois que crescemos.Como fazer uma pessoa entender, sem parecer grosseira e mal-educada, que eu nao quero mais as coisas dela em minha casa, que eu respeito muito a propriedade alheia para jogar tudo fora e essa é única razão para procurá-la e falar das coisas? Sei não...agora, já que me disseram " pode ficar com tudo, você faz o que quiser", tenho só que decidir se há alguém para dá-las ou me livrarei de tudo no melhor estilo Dexter.
fuiiiiiiiiiii
ah,segunda-feira em paz. Isso é realmente digno de nota.Fazia tempo. Sem estar cansada, me acabando,como todas as segundas. Acho que devo isso a alguém que fica fofo em tons pastéis.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
quinta-feira, janeiro 29, 2009
domingo, janeiro 11, 2009
espera ou algo de tolo enquanto seguem as horas.
sábado, janeiro 03, 2009
Cinza-tarde
Somos donos de nossos atos,
mas não donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer atos,
mas não podemos prometer sentimentos...
Atos sao pássaros engailoados,
sentimentos são passaros em vôo.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Tempo ou lições a uma procrastinadora
A vida são deveres que nós trouxemos
pra fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais
para ser reprovado...
Se me fosse dada, um dia,
outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada inútil das horas...
Dessa forma eu digo, não deixe
de fazer algo que gosta devido
a falta de tempo.
A única falta que terá,
será desse tempo que
infelizmente não voltará mais".
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Para um dia sem sol II
te guarda
até conheceres o fim
Umas vêm para fecundar
outras, vêm para destruir
e diz-se chuva
Mas um sereno
é chuva também
E se não pode julgar mais chuva
esta ou aquela em que há mais violência
ou ternura
Tampouco mais ou menos tempo
até o seu fim
Mesmo porque,
quando é o fim duma chuva
se existe muito mais fim em quem a observa
do que nela própria?
Não me espantaria o contrário
mas, creio que elas não pensam
também não sentem
Apenas carregam em si
esse momento
Os homens, porém,
se nove destes se abrigam
a espera do fim duma chuva
cada um se vai num instante
porque cada um percebe esse fim
em si - e em seu próprio tempo
O que leva a crer
que uma chuva passa
no instante em que ela passa, simplesmente
mas essa chuva somente passa, para quem a sente,
quando se entende que ela já passou.
Que há quem se espante quando ela vem pelo sul
Como se mais forte fosse de onde a chuva vem
Que a fertilidade que ela traz aos campos
Eduardo Gaspar
(com gosto de Alberto Caeiro)
Para um dia sem sol I
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Pois é... acho que vou sentir falta de 2008...
"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."
Carlos Drummond de Andrade ( o meu preferido) -Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.
terça-feira, dezembro 16, 2008
realidade II
realidade
"— Solfieri, não é um conto isso tudo?
— Pelo inferno que não! (...) — pela perdição que não! Desde que eu próprio calquei aquela mulher com meus pés na sua cova de terra — eu vô-lo juro — guardei-lhe como amuleto a coroa de defunta. — Ei-la!
Abriu a camisa, e viram-lhe ao pescoço uma grinalda de flores mirradas.
— Vede-a murcha e seca como o crânio dela!"
segunda-feira, dezembro 01, 2008
domingo, novembro 30, 2008
Novembro
E Novembro não trouxe a morte nem qualquer libertação. Apenas passou.
Foram semanas forasteiras.
Dos dias, pouco lembro... Alguns na cama, sem ter muitos porquês para levantar e me entulhando de trabalho até o Natal. Outros, fui de má vontade por aí, equilibrando-me para continuar de pé.
Nas noites, uma a uma, vi o céu em todos os seus nuances – azul, negro, chumbo. O escuro e as estrelas. O escuro e o nada. Segui o caminhar da lua durante o mês: quando era só um pedaço amarelo e minguado escondido entre as nuvens- igual a mim. Cresceu, cresceu, voltou Cibele, cheia e fértil - e eu ainda estava a lhe observar. Tanta solidão na Terra que nessas noites quentes, só existiam ela e eu.
Mesmo o Tempo, deus impiedoso, estagnado e célere, deixou-me tão alheia à realidade que contei meus dias pela cartela de um remédio de irrevogável uso diário, meu único contato com a Sua passagem.
Cansou-me.
Mas hoje é o ultimo! Brindo assim a esse término-e-tão-bom-começo.
quinta-feira, novembro 20, 2008
aprendido com O Troth
domingo, novembro 16, 2008
Lição do Mês I
quinta-feira, novembro 06, 2008
terça-feira, novembro 04, 2008
Encruzilhada - ou de quando a dona desse blog não tem a menor idéia do que faze da vida

quinta-feira, outubro 23, 2008
Hoje
Sento e escrevo. Calor insuportável. Os garotos da minha rua conversam suas tolices de cada dia... Realmente faz calor e estou sem razões para a maioria das coisas. Estou sem razões para mim. Posso pensar como será a vida daqui dois anos ou como será amanhã de manhã e toda a discussão inconclusa da minha orientadora. Qual a diferença real?
Penso e esse nada restante sou eu. Penso e minhas respostas geraram novas perguntas e mais incompreensão. Penso e nada de concreto será feito. Penso e não valerá nada...
segunda-feira, outubro 20, 2008
Aparição
Aparição
Tua simples visão atordoa tudo.
E sabes - ah, bem sabes...
Água que sem vontade anseio em beber.
Escuro que da luz saio para enxergar.
sábado, outubro 18, 2008
Dos dias que se seguem...
terça-feira, setembro 16, 2008
E mesmo assim...
Os anéis dos cabelos da menina do ônibus, a trilha zigzageante das formigas, as poças d'água na calçada lisa, a forma das nuvens, as alterações de humor da responsável pela repartição, os tons de bom-dia das pessoas. Nada escapava à sua análise. E seguia assim: aflito por não encontrar o que buscava, por vezes esquecido da verdadeira busca - e o importa, se olhar as razões implícitas no teto do velho prédio do trabalho é mais prazeroso que descobrir os porquês do seu universo?Havia as nervuras das folhas, o sentido do crescimento da barba do seu vizinho, os azulejos portugueses daquela fachada, as coisas no caminho de todos os dias para casa...
O menino ia e vinha, sabendo que buscava padrões para não lembrar algo maior que deveria saber.
E tinha medo. Alguns dias nem se olhava no espelho de tanto medo, de tanta incompreensão. Suas tentações- todas tão íntimas- remotavam há um tempo que se perdeu na memória das manhãs escuras, ficando apenas as sombras com que elas lhe marcaram. Era melhor então buscar distrair-se em catalogar coisas, deixá-las guardadinhas no inventário que já fizera, onde sempre observava e nunca estava pronto a (re)classificações – apesar das novas informações. E estático, preso a um passado onde ninguém de lá poderia sair e nada poderia mudar, machucava meio-mundo por problemas que nem eram mais problemas... Há muito tempo deixaram de ser.
Seu medo costumava acenar quando o menino achava o padrão de algo particularmente difícil ou quando não queria assumir ser bom como realmente era - sem a falsa modéstia dos que ousam pouco, pois o menino era realmente bom em inúmeros tons, o que faltava era coragem para mostrar-se e nem sei por que não se via como era: belo, pensante e talentoso.
Mas era um conto de fadas e, um dia, choveu. A água fria do céu plúmbeo lavou a dor, ele olhou para dentro e não viu névoa. Nada era cinza e o azul brilhante dos dias de verão estava bem ali, esperando um toque, esperando sua mão... O menino pôde então acreditar quando lhe juravam amor ou admiravam-lhe a voz e riu de si mesmo sem piedade sabendo então o que sempre soube: que não precisava levar-se tanto a sério e ninguém lhe julgava as ações e que ninguém tem um monstro dentro de si, apenas um animal não-domado."








