
quinta-feira, junho 01, 2006

sábado, maio 13, 2006
Within Temptation - Our Farewell
In my handsA legacy of memories
I can hear you say my name
I can almost see your smile
Feel the warmth of your embrace
But there is nothing but silence now
Around the one I loved
Is this our farewell?
Sweet darling you worry too much, my child
See the sadness in your eyes
You are not alone in life
Although you might think that you are
Never thought
This day would come so soon
We had no time to say goodbye
How can the world just carry on?
I feel so lost when you are not by my side
But there's nothing but silence now
Around the one I loved
Is this our farewell?
So sorry your world is tumbling down
I will watch you through these nights
Rest your head and go to sleep
Because my child, this not our farewell.
This is not our farewell.
quarta-feira, maio 10, 2006
O gato (Mário Quintana)
O gato chega à porta do quarto onde escrevo.
Entrepara...hesita...avança...
Fita-me.
Fitamo-nos.
Olhos nos olhos...
Quase com terror!
Como duas criaturas incomunicáveis e solitárias
Que fossem feitas cada uma por um Deus diferente.
"Cuidado com o que desejas....
sábado, maio 06, 2006
De Ressaca (Luis Fernando Veríssimo)
Cada porre era um desafio ao céu e às suas feras. E elas vinham: Náusea, Azia, Dor de Cabeça, Dúvidas Existenciais - as golfadas. Hoje, as bebedeiras não têm a mesma grandeza. São inconseqüentes, literalmente. Não é que eu fosse um bêbado, mas me lembro de todos os sábados de minha adolescência como uma luta desigual entre a cuba-libre e o meu instinto de autopreservação. A cuba-libre ganhava sempre. Já dos domingos me lembro de muito pouco, salvo a tontura e o desejo de morte.
Jurava que nunca mais ia beber, mas, antes dos trinta, "nunca mais" dura pouco. Ou então o próximo sábado custava tanto a chegar que parecia mesmo uma eternidade. Não sei o que a cuba-libre fez com meu organismo, mas até hoje quando vejo uma garrafa de rum os dedos do meu pé encolhem.
Tentava-se de tudo para evitar a ressaca. Eu preferia um Alka-Seltzer e duas aspirinas antes de dormir. Mas no estado em que chegava nem sempre conseguia completar a operação. Às vezes dissolvia as aspirinas num copo de água, engolia o Alka-Seltzer e ia borbulhando para a cama, quando encontrava a cama. Mas os métodos variavam.
Por exemplo:
Um cálice de azeite antes de começar a beber - O estômago se revoltava, você ficava doente e desistia de beber.
Tomar um copo de água entre cada copo de bebida - O difícil era manter a regularidade. A certa altura, você começava a misturar a água com a bebida, e em proporções cada vez menores. Depois, passava a pedir um copo de outra bebida entre cada copo de bebida.
Suco de tomate, limão, molho inglês, sal e pimenta - Para ser tomado no dia seguinte, de jejum. Adicionando vodca ficava um bloody-mary, mas isto era para mais tarde um pouco.
Sumo de uma batata, sementes de girassol e folhas de gelatina verde dissolvidas em querosene - Misturava-se tudo num prato pirex forrado com velhos cartões do sabonete Eucalol. Embebia-se um algodão na testa e deitava-se com os pés na direção da ilha de Páscoa. Ficava-se imóvel durante três dias, no fim dos quais o tempo já teria curado a ressaca de qualquer maneira.
Uma cerveja bem gelada na hora de acordar - Por alguma razão o método mais popular.
Canja - Acreditava-se que uma boa canja de galinha de madrugada resolveria qualquer problema. Era preciso especificar que a canja era para tomar. No entanto, muitos mergulhavam o rosto no prato e tinham de ser socorridos às pressas antes do afogamento.
Minha experiência maior era com a cuba-libre, mas conheço outros tipos de ressaca, pelo menos de ouvir falar. Você sabia que o uísque escocês que tomara na noite anterior era paraguaio quando acordava se sentindo como uma harpa guarani. Quando a bebedeira com uísque falsificado era muito grande, você acordava se sentindo como uma harpa guarani e no depósito de instrumentos da boate Catito's em Assunção.
A pior ressaca era de gim.
Na manhã seguinte, você não conseguia abrir os dois olhos ao mesmo tempo. Abria um e quando abria o outro, o primeiro se fechava. Ficava com o ouvido tão aguçado que ouvia até os sinos da catedral de São Pedro, em Roma.
Ressaca de martini doce: você ia se levantar da cama e escorria para o chão como óleo. Pior é que você chamava a sua mãe, ela entrava correndo no quarto, escorregava em você e deslocava a bacia.
Ressaca de vinho. Pior era a sede. Você se arrastava até a cozinha, tentava alcançar a garrafa de água e puxava todo o conteúdo da geladeira em cima de você. Era descoberto na manhã seguinte imobilizado por hortigranjeiros e laticínios e mastigando um chuchu para alcançar a umidade. Era deserdado na hora.
Ressaca de cachaça. Você acordava sem saber como, de pé num canto do quarto. Levava meia hora para chegar até a cama porque se esquecera como se caminhava: era pé ante pé ou mão ante mão? Quando conseguia se deitar, tinha a sensação que deixara as duas orelhas e uma clavícula no canto.
Olhava para cima e via que aquela mancha com uma forma vagamente humana no teto finalmente se definira. Era o Peter Pan e estava piscando para você.
Ressaca de licor de ovos. Um dos poucos casos em que a lei brasileira permite a eutanásia.
Ressaca de conhaque. Você acordava lúcido. Tinha, de repente, resposta para todos os enigmas do universo. A chave de tudo estava no seu cérebro. Devia ser por isso que aqueles homenzinhos estavam tentando arrombar a sua caixa craniana. Você sabia que era alucinação, mas por via das dúvidas, quando ouvia falar em dinamite, saltava da cama ligeiro.
Hoje não existe mais isto. As pessoas bebem, bebem e não acontece nada. No dia seguinte estão saudáveis, bem-dispostas e fazem até piadas a respeito.
De vez em quando alguns dos nossos se encontram e se saúdam em silêncio. Somos como veteranos de velhas guerras lembrando os companheiros caídos e o nosso heroísmo anônimo.
Estivemos no inferno e voltamos, inteiros.
Um brinde.
E um Engov."
quinta-feira, maio 04, 2006
momento bucólico...
H.D. Thoreau (Walden Or Life in the Woods)
(Texto aparentemente sem novidade...todo mundo já viu Sociedade dos Poetas Mortos...mas experimentem ler Thoreau em Desobediência Civil.)
quinta-feira, abril 27, 2006
Vamos usar vereadores como cobais?Fritz Utzeri
Conheço uma cientista de Manguinhos que teve que abandonar uma linha de pesquisa de anos sobre Doença de Chagas porque uma alucinada, de uma ONG que mistura proteção animal com ufologia, processou-a por usar gambás em seu trabalho. O gambá é um animal que fascina os cientistas. O interesse é devido ao fato de que o bicho tem um sistema imunológico tão extraordinário que, contaminado por qualquer doença capaz de matar outros animais (e o homem), como o vírus da raiva, neutraliza todas elas, e vive muito bem, embora continue infectado. Não há dúvida de que existe crueldade em laboratórios, mas isso é exceção, produto de algum desvio de conduta e de caráter e sujeito a sanções. A comunidade científica obedece a protocolos estritos elaborados para evitar o sofrimento de cobaias. Os laboratórios são fiscalizados permanentemente por comissões de ética, como ocorre em Manguinhos e nas universidades. Sou contra, por exemplo, a vivisseção em aulas de medicina e biologia. Quando estudei medicina odiava essas práticas, aí sim desnecessárias por não se tratar de ciência, mas de mera demonstração. Porém, como evitar o uso de bichos em cirurgia experimental? Ou será que deveríamos usar meninos de rua antes de operar gente? Se o mix de vereador e ex-canastrão global estiver de fato preocupado com o bem-estar animal, por que não dá uma olhada em granjas onde milhares de galinhas são enjauladas, dia e noite, em grupos de três ou mais, presas, sem poderem se mover ou ver a luz do sol, pondo ovos e mais ovos, até a morte, tendo inclusive seus bicos cortados para que, no estresse e no desespero, não se matem a bicadas? Por que não vê as granjas onde os animais não podem sequer dormir, mantidos em ambientes com luz 24 horas por dia, superalimentados e ''bombado'' com hormônios de crescimento, para serem abatidos na metade do tempo que levaria o seu desenvolvimento normal e entupidos de antibióticos? Essas aves, consumidas, são nocivas à saúde por causa dos hormônios e dos antibióticos, que criam cepas de superbatctérias. De onde esse sujeito acha que saiu a gripe dos frangos que nos ameaça? "
E ele ainda tem o topete de afirmar que os cientistas ''vivem nababescamente fazendo pesquisas inócuas''. Essa descrição se encaixa - à perfeição - na atividade dos vereadores. O que eles fazem de útil, além de distribuir comendas, dar nomes a ruas, fazer decretos idiotas? Vereador, em país civilizado, é atividade não remunerada. Aqui virou profissão e fonte de negócios. Garanto que, se fechassem a Gaiola de Ouro e empregassem o dinheiro na construção de escolas e no ensino de ciências, o Rio e o Brasil sairiam ganhando e muito. Fonte: Jornal do Brasil".
sexta-feira, abril 21, 2006
.... ....
Ouvindo Placebo...O Ares também gosta.Leo Frasson diz que é música pra cortar os pulsos.Ainda bem que estou contente demais pra isso.
Without you I'm nothing (Placebo)
Strange infatuation seems to grace the evening tide
I'll take it by your side
Such imagination seems to help the feeling slide
I'll take it by your side
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies
I'll take it by your sideOversaturation curls the skin and tans the hide
I'll take it by your side
Tick tock
Tick tock
Tick tick
TickTick
Tick tock
I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen
I seem to lose the power of speech
You're slipping slowly from my reach
You grow me like an evergreen
You've never seen the lonely me at all
I
Take the plan, spin it sideways
I
Fall
Without you I'm nothing
Without you I'm nothing
Without you I'm nothing
Take the plan, spin it sideways
Without you I'm nothing at all...
quarta-feira, abril 12, 2006
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo II
Texto atribuido a Carlos Drummond de Andrade...Achei num blog por aí.
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo
"Mulher gosta de um amor platônico..."
Juro que eu ia revidar mas lembrei que não podia.Eu também tenho um desses "amores" impossíveis.Mas eu senti uma necessidade de calá-lo, como se alguém fosse descobrir meu segredo se ele comentasse isso outra vez.De repente,um insight:ele também tinha uma paixão assim, platônica, e tratei de lembrá-lo disso.Voltando para casa, conversamos sobre a paixão dele e fiquei sem entender como acabamos adorando alguém que só o fato de estar existindo e feliz nos deixa felizes...Eu queria ter uma fórmula "anti-amorplatônico".Aliás, queria criá-la, talvez ficasse rica!Lembrei de um poema de Camões, saido dos baús secundaristas de minha memória....
Transforma-se o amador na coisa amada
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho, logo, mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois com ele tal alma está liada.
Que como o acidente em seu sujeito
Assim com a alma minha se conforma
E o vivo e puro amor de que sou feito
Como a matéria simples busca a forma.
sábado, abril 08, 2006
Decifra-me ou Devoro-te... (ou reflexões filosóficas a respeito de um barquinho)
Reflexões filosóficas?tô ficando pretensiosa....rs
Era uma manhã em que eu não sairia de casa por nada, talvez fosse a TPM, talvez não fosse coisa alguma.Eu apenas quis ficar em casa...Tenho que aproveitar enquanto ainda me cabem esses desatinos.Assim, fiquei no MSN com um amigo, tentando abstrair as nuvenzinhas negras, cheias de relâmpagos, que vez por outra pairam sobre mim.Desenhei um barquinho horroroso para ele.Feio e frágil, não sobreviveria a um tênue beijo do mar...Meu amigo não assustou-se com a feiúra do barco.Ou pelo menos não demonstrou, apesar de ter feito um muito legal depois (é, pensando bem, acho q essa foi sua maneira de dizer o quanto estava feio: fazendo um bonito...)Eu disse a ele que costumava a rabiscar barcos em tudo que era papel.Barcos e meu nome, principalmente se estivesse distraída...
"-E qual a explicação da Annie a respeito?" - alguns minutos atrás, nos imaginávamos os felizes ganhadores da megasena acumulada.Num momento inter-devaneios, eu disse que estávamos entrando em surto psicótico, segundo a minha irmã me dissera uma vez...)
"-Solidão..." - parece dramático mas escutei isso dela e de muitas outras pessoas, sobre essa minha mania de rabiscar barcos, mesmo sem perceber.
daí, ele me disse:
"- De que adianta ser um navio em alto mar que sabe para onde vai mas não sabe onde está."
Segundo esse amigo, isso é um ditado.Eu não conhecia, mas gostei muito.Costumo pensar se as pessoas se dão conta disso.Que a vida é mais do que acordar, beijar a esposa(o) (quando beija...), tomar café, deixar as crianças na escola, ir ao trabalho,voltar para casa, perguntar como foi o dia da família(quando pergunta...), ir pro quarto, fazer amor(mais um se...), dormir e...Com algumas variações, é a vida de milhões de pessoas.Autômatos.E sempre tive medo que um dia fosse a minha...
Raramente alguém se pergunta onde está.Parece nem ser tão interessante assim essa informação.Sabemos onde queremos chegar.Família perfeita, chefia de uma empresa ou repartição,ficar famoso, ter mais de 15 salários de rendimento, largar tudo e ir morar no campo/praia,casar, ser seu próprio patrão...
Por vezes, fazemos até o mapa da estrada mas quando é pra assinalarmos o ponto em que estamos, nova complicação.Já passamos do castelo daquele terrível rei e ainda estamos esperando que ele surja depois da próxima colina e daí não ligamos a mínima para a paisagem (campos floridos, o sol beijando nosso rosto, as oportunidades...).Ou achamos que já se passaram todos os pântanos e cavalgamos alegres e intrépidos rumo ao atoleiro mais próximo...E há aqueles que andam apenas pela impaciência de ficarem parados.Mesmo quando se tem certeza de estar na trilha escolhida, a estrada real, cercada por trigais,há poucas milhas da vila mais próxima - onde pode-se descansar das inquietações cotidianas- sempre haverá um "desinformante", um ser não-requisitado, para contestar a precisão do mapa, a escolha do caminho, os benefícios do lugar onde se quer chegar e até o que está plantado à beira da estrada: melancias e não trigo! ("É que parece muito, sabe como é...").
E tudo pode ser pior se o barco não souber que é barco...
"Deus ri de nós",diz Jostein Gaarder, através do pai do pequeno Hans-Thomas em "O dia do Curinga":
“-Você sabe o que sua avó me disse um dia? Ela disse ter lido na Bíblia que Deus está lá no céu e ri das pessoas que não acreditam nele.
-E por quê? – perguntei, Perguntar era sempre mais fácil que responder.
-Muito bem... -começou meu pai. -Se há um Deus, que nos criou, então de uma certa forma somos ‘artificiais ‘ aos seus olhos.Falamos besteiras, discutimos e brigamos entre nós.Depois nos separamos e morremos, compreende?Somos superinteligentes: sabemos construir bombas atômicas e foguetes para ir à Lua.Mas nenhum de nós se pergunta de onde veio.Simplesmente se contenta estar por aqui, dividindo com os outros esse espaço.
-É nessa hora que Deus ri de nós?
-Exatamente. Se nós fôssemos capazes de criar um ser artificial, Hans-Thomas, nós também iríamos rachar o bico de rir se esse ser artificial saísse por aí falando um monte de bobagens sobre os índices da bolsa de valores ou sobre corridas de cavalos, por exemplo, sem se perguntar a coisa mais simples e mais importante de todas: De onde é que eu vim?”
De onde é que eu vim?Onde eu estou?O que há por trás do que demosntro ser? É bem cômodo não pensar sobre isso e implesmente esquecer todas essas coisas. Mas não é muito inteligente fazê-lo.Não que as respostas nos caiam aos pés.Nossos problemas, nossos anseios cotidianos não serão prontamente resolvidos se nos perguntarmos sobre nossa razão de ser..Talvez nunca haja um consenso interno – ou até mesmo externo, se conversamos sobre nossas dúvidas e certezas.
“Decifra-me ou devoro-te!”- a esfinge que assolava Tebas está em cada um e nós somos o nosso enigma e precisamos resolvê-lo.
E aqueles que não se perguntam, é que já foram devorados.
Tá, eu sei que muita (mais muita mesmo) gente mais gabaritada que eu já escreveu sobre o tema, não sou tão pretenciosa para achar ter dito algo que nunca tenha sido dito, novas idéias, novas teorias,algo brilhante...Mas passei dias pensando em meu barquinho, em meio ao mar,frágil e feio, que até tem bússola e cartas de navegação mas, de vez em quando, não acerto lê-los.
quarta-feira, março 29, 2006
I
-Desdêmona!
Ele abriu as grades.Eu não passava de um trapo imundo de sangue, urina e suor nos odores acres da masmorra.O calor insuportável quase me impedia de respirar.
-Desdêmona!
Não ousei abrir os olhos.Equimoses e hematomas cobriam meu rosto. Não queria ser vista assim.Não por ele.Havia pena e culpa em sua voz.
-Desdêmona... Desdêmona...
Meu nome soava carregado de dor.Seu eco reverberava pela pedra nua das paredes, de onde outrora se ouviam gemidos.Respirei fundo. Tentei abrir os olhos. Só o esquerdo pareceu obedecer-me.
Hans abriu os grilhões e sustentou meu corpo antes do triste encontro com o chão frio.Meus pulsos, em carne viva, doeram ao encontro com o aço frio da armadura, coberto das insígnias causadoras da minha desgraça...Tolos!
-Eu...Eu odeio você...
Foi tudo o que pude falar.Meus ombros doíam pelo tempo em que fiquei suspensa nas correntes.Eu sangrava, mas do orgulho, preceito e das certezas feridos que do corpo...Era esse o amor que o Deus deles pregava?
-Seus cabelos...Dê, meu amor...Ai de mim...Escute-me com atenção...Vou tirá-la daqui...A Lua cheia vai nascer
Seus pedidos de perdão não restituiriam a ninguém a vida, não apagariam essas torpes e amargas memórias.Ele colocou em meus lábios algo tão doce quanto as danças realizadas nos prados, suave e frio como o toque da urze orvalhada em pés descalços.Se em mim restassem forças, haveria cuspido-lhe a face.
Tentei repetir mentalmente tudo o que ele dissera.Presenciei muito para saber que não me esborracharia na parede se essa fosse a vontade dos deuses.Ou cairia naquele profundo abismo que muitos diziam não ter fim, mas eu sabia que apesar da longa queda, havia um fim entre as rochas e o mar, razão de sua terrível fama.
Por que Hans se arriscara tanto?Meu corpo doía e ansiava demais pelo ar puro e o vento batendo em meu rosto para questioná-lo seriamente.Olhei através das grades.A Lua não demoraria a nascer...
Ele deixou-me estendida no catre.Temia que eu morresse antes da fuga.
-Boa Sorte...Que seus deuses a protejam...
Hans se foi.Eu me perguntava se acharia forças para chegar até a parede...Oito pés a separavam se mim e era algo instransponível.A Lua adentrou o cárcere, enfim inundando tudo.
-Coragem, filha!Ainda não é sua hora!Levanta!
A voz era o doce murmúrio do mar, o assobio do vento nas palhas do telhado ou seu doce sussurro enquanto fazia amor com as árvores.Era a chuva da primavera, os sons esquecidos das vozes dos carvalhos nos bosques, o uivo do lobo nas noites de caça...De repente, eu pulsava. Como a terra das colinas onde correm os cervos a celebrar antigos ritos... Como o pulsar de quando homem e mulher se tornam um...
-Mãe!
Eu me ouvi gritar.Abri os olhos.Meu corpo se lançava ferozmente à parede, atravessando-a...E eu caia...Meus ossos doíam ao sabor gélido do vento.A iluminada torre dos meus algozes ficava para trás.Alegrava-me as rochas à uma morte desonrosa e eu estava aproximando-me delas.Disse adeus ao céu, aos elementos, às estrelas -minhas irmãs...Estava pronta...
Percebi algo voando em minha direção, como uma grande águia, mas não o era.Um grifo!Eu estava sonhando!Ou então morrera e esse era o ser que atravessa as almas rumo ao outro mundo...
Seu bico rasgou-me a pele, jogando-me para o alto.Fui aparada em suas plumas macias.
-Segure-se, menina - sua voz era um estridente e suave, com o tom se quem viveu muitas luas.Garanto-lhe uma bela fogueira e irmãos ansiosos para dispensar-lhe seus cuidados.
Uma prece surgiu em meus lábios.Esse não era meu fim.Eu estava apenas começando...
Tristeza
terça-feira, março 28, 2006
Lua Negra
Calendário Lunar 2006
( d=dia;h=hora;m=minuto....horário de Brasília)
Nova Crescente Cheia Minguante d h m d h m d h m d h m
Jan 6 15 56 Jan 14 6 48 Jan 22 12 14
Jan 29 11 15 Fev 5 3 29 Fev 13 1 44 Fev 21 4 17Fev 27 21 31 Mar 6 17 16 Mar 14 20 35 Mar 22 16 10
Mar 29 7 15 Abr 5 9 01 Abr 13 13 40 Abr 21 0 28
Abr 27 16 44 Mai 5 2 13 Mai 13 3 51 Mai 20 6 21May 27 2 26 Jun 3 20 06 Jun 11 15 03 Jun 18 11 08
Jun 25 13 05 Jul 3 13 37 Jul 11 0 02 Jul 17 16 13
Jul 25 1 31 Ago 2 5 46 Ago 9 7 54 Ago 15 22 51 Ago 23 16 10 Ago 31 19 56 Set 7 15 42 Set 14 8 15 Set 22 8 45 Set 30 8 04 Out 7 0 13 Out 13 21 26 Out 22 2 14 Out 29 18 25 Nov 5 9 58 Nov 12 14 45 Nov 20 19 18 Nov 28 3 29 Dez 4 21 25 Dez 12 11 32Dez 20 11 01 Dez 27 11 48
Alguém que não conheço mandou esse texto pro meu e-mail.Fiquei encantada.
"Amanhã teremos mais uma noite de Lua Negra... noite da Lua que está e não está.
Um momento importante na Roda do Ano, isto porque as noites de Lua Negra servem para um contato mais íntimo com nos mesmos, num processo mensal, assim como os Esbás. A diferença, é que no Esbá, solicitamos a presença das forças Divinas, nos postamos sob a luz da lua e dela extraímos novas energias para um novo período e no rito de Lua Negra, nos vemos solitários, sob uma lua sombria e buscamos mergulhar em nós para iluminar a partir de nosso próprio poder, nossa alma, para mais um período.
É um momento em que mergulhamos fundo em nós mesmos e vamos rumo ao encontro de nossa Sombra. Somos nós e nossos conteúdos interiores a quem nós represamos,censuramos, repreendemos. Gestos, pensamentos,sentimentos, que nos causam incômodo, e que nesta noite, devemos exteriorizar, observar, compreender,aceitar e transformar esta energia que nos incomoda mas que faz parte de nós, em energia produtiva,criativa,construtora.amanhã é noite sem Lua, noite de desnudarmo-nos e depararmos com nossas forças instintivas."
É uma época de autoconhecimento,pois saber até onde somos capazes de ir é importante para que nunca ousemos a tanto... É pena eu saber meus desejos para essa noite de Lua Negra e ter a certeza que não vou realizá-los nessa noite ou em outra qualquer, mas "cuidado com o desejas..."
Em tempo: A Lua Nova nos proporciona uma ocasião perfeita para observar o céu(lindo, majestoso, coalhado de estrelas...Experimente ir aonde as luzes da cidade não lhe alcançam...)Daí, não tenho dúvidas do sucesso da escolha que alguém fez, há muito tempo, em chamar de Via Láctea nossa modesta casa.Que inspiração!
domingo, março 26, 2006
Dollars and cents

E por falar em reputação, eu devo estar com uma péssima...Na sexta havia um jantar para ir (superimportante, pela formatura de alguém que mora no meu coração...).Depois do jantar, show com outra amiga.As duas disseram: olha lá, não fura! No que na hora de ir, aparece uma terceira pessoa.Alguém que já foi, mas hoje nem é tão meu amigo assim.Alguém que deu provas de que...ah,nem adianta (e nem cabe aqui) explicar o que houve com esse "amigo".O certo é que fui ajudá-lo.Em algo que nem era só para ele.Talvez se ele só estivesse envolvido não teria minha ajuda.Talvez até tivesse sim, por que sou muito boba quando precisam de ajuda.E assim perdi o jantar, o show,a noite de sono na sextas, a manhã de sábado (e inclusive eu tinha compromisso para ela...) e fiz algo que imaginava fazer, mas não me animava para tanto (é um crime praticamente...é previsto em lei punição pra isso...Calma gente! Código de Trânsito...).
Então,quando finalmente cheguei em casa,por volta do meio dia, eu só queria tomar banho e comer...Depois, meus olhos foram ficando pesados, meu corpo rendeu-se ao cansaço e apaguei - tive uma semana de, em média, 3 horas de sono por noite e duas noites em claro....E dormi ouvindo Radiohead...(There are better things to talk about/Be constructive/Bear witness /We can use /Be constructive/With yer blues/Even he turn the water blues/Even you turn the water green) Dormi, dormi....dormi...dormi....Duas amigas, que estavam aqui em casa durante todo o fim de semana, me acordaram perto das 21 horas e pediram que eu comesse algo.Fiquei acordada por quase uma hora e dormi de novo, só saindo desse"torpor" às 8 horas da manhã de domingo.
Odeio quando durmo demais, fico naquela que perdi tempo, mas não dessa vez ....(apesar de ter marcado cinema no fim da tarde e furado de novo....) Tinha algo a mais nesse sono, foi mais que repador do corpo....E não foi pelos sonhos com o velho jipe do meu pai, sendo dirigido por mim na chapada ou pela guerra medieval, a qual tomei parte no meu segundo período de sono.É que eu estava há dias sem parar.Caindo de um monte de coisas para fazer em outro monte delas...Acordei ainda tendo muito a resolver,mas sumiu aquilo de correria e afobação que estava me consumindo.
Quanto à minha má reputação agora, quem vai enteder?Mas meus neurônios agradecem pelas dezoito horas de sono...
sexta-feira, março 24, 2006
O cavaleiro jura bravura.....
Lembranças diversas me vieram à mente.Foram 6 longos anos - um a mais do que deveria-e eu passava mais tempo na faculdade que em casa.O velho Palacete da Lágrimas...Hoje, me senti estranha desde o momento que o vi.Havia saudades na maneira de andar, de olhar, no ato de subir as escadas bicolores, escorregadias em dias de chuva, de me encaminhar para o auditório,até respirar ali.Desde novembro eu não até lá.Parecia não haver passado muito tempo da primeira vez que entrei na Faculdade de Farmácia.Meu Deus! E quanta coisa aconteceu...Eu não sou a mesma pessoa, meu mundo definitivamente não é o mesmo e nem a maneira que o encaro.Fico pensando no que mudaria se começasse tudo outra vez....
quinta-feira, março 16, 2006
Eu - Álvaro de Campos
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. —
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
segunda-feira, março 13, 2006
Beijos e Absinto
sexta-feira, março 10, 2006
Introverted iNtuitive Thinking Judging (eu, segundo Jung)
quarta-feira, março 08, 2006
Dedinhos de Iaiá
Havia marcado para sair de São Luis às 9 hs de sábado. Cheguei em casa 23 hs e um pouquinho na sexta e ele estava( depois de uma semana fora).Não reclamou, apenas me deu um beijinho e conversamos sobre o que ele fez quando estava fora .
Acordei muito cedo, ainda haviam as malas pra arrumar.Meu pai foi comprar pão e preparar nosso café da manhã(eu nunca compro pão, não gosto muito.E o pão que faço sai uma pedra,nas festas de fim de ano pude ver que não há jeito). Quando consegui terminar, papai tinha a mesa posta com coisas típicas daqui do Nordeste que ele gosta muito:canjica e bolo de macaxeira, além de um pão quentinho, derretendo a manteiga.E havia prepado chocolate quente para nós.Eu amo bolo de macaxeira e comentei que aquele estava muito bom.Meu pai provou e comentou:
_Ah, é porque você não lembra dos que eu fazia quando você era criança, Dedinhos de Iaiá...
Lembro de minha mãe falando que ele a havia ensinado a fazer bolo, já comi caruru e camarão que ele fez, mas bolo, eu não lembro ...Ainda mais desses "dedinhos"...
_Por que Dedinhos de Iaiá?É o nome do bolo?
Meu pai não costuma falar muito sobre sua infância ou adolescência.Minha avó era nossa única "fonte de informação".Mas nessa manhã ele falou. Iaiá era uma mulher que fazia bolinhos de macaxeira para meu pai quando ele era bem criança.Por isso ele chamava bolo de macaxeira assim, mas não havia nenhum tão bom quanto o dela.E era essa a receita que ele aprendeu, de tanto vê-la fazer e os fazia quando eu era criança e que hoje não lembrava mais da receita.E principiou a descrever como a dona da receita o fazia, a textura e sabor do bolo, e achei ter gosto de infância(Havia um tom tão saudoso e apaixonado em sua voz que meus olhos marejaram).
Há dias em que tenho a certeza de que vivi muito, 24 anos é muito tempo e estou quase fazendo 25, o que, pelas estatísticas, pode ser a metade dos meus dias.Por vezes invejo a serenidade do meu pai com relação a isso.Ele tem quase 3 vezes minha idade e faz planos como se fosse viver até os 200 anos.Nunca o vi dizer que algo não era para a idade dele ou tratar a vida com menos vigor.O que eu sinto por ele passa perto da adoração(mamãe sempre diz que da parte dele também é algo assim).Mas vivemos divergindo em vários aspectos ,detesto quando ele discorda comigo e sei que é mútuo. Não gosto nem de pensar na vida sem meu pai.
Não dá para encontrar a receita dos tais dedinhos mas tentarei achar algo parecido... ( o que não será fácil pelas minhas aptidões na cozinha...Ainda bem que meu pai gosta de qualquer coisa que faço.. :)
terça-feira, fevereiro 28, 2006
May the force be with you

O início... 27/02-13:30O fim...28/02-03:35 (repare as caras amassadas e cabelos assanhados..rs)
ah, na foto com os DVD's, da esqueda para a direita, os padawans Aline, Leo,eu,Ângela, Ana e Mateus...
sábado, fevereiro 25, 2006
Mal posso esperar....
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Enquanto Houver Sol
"Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol"
Sérgio Britto Titãs
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Estranhão esse Smilinguido no meu blog (sim, a formiga do post abaixo tem nome!), mas me sinto assim de vez
Eu sou alguém incompreendido e raramente me importo com isso.
Eu que escuto o diabinho, que me alegro com a desgraça de quem merece. Que dou conselhos duros a quem amo, por que eles devem ser fortes Eu que tantas vezes fui o diabinho.. Que não ofereço pena ou comiseração, pois acho sempre podemos mais e odeio quem se faz de coitadinho e fica chorando miséria do meu lado. Assim somente damos força aos problemas.
Eu que acredito em milagres e que as pessoas até merecem uma 3ª ou 4ª chance, mas não comigo, não mais. Que não tenho medo de envelhecer e vejo com prazer a beleza sábia dos olhos de quem já viveu (e aprendeu) muito. Que preciso vigiar e orar, vigiar e vigiar sempre. E não é a os outros que temo, a tentação íntima é sempre a mais forte, meu tirano interior me impele à saber sempre mais,à buscas sem fim... Que me arrasta, como um vento forte emaranha meus cabelos, minhas idéias, dando-me desejos tão intensos que nem devem ser compartilhados.
terça-feira, janeiro 31, 2006
The Blower's Daughter - Damien Rice
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
quarta-feira, janeiro 25, 2006
O bom e velho papel
terça-feira, janeiro 24, 2006
Balada do Céu Negro - Zeca Baleiro
Que faz do amargo seu sabor
Nada basta a minha alma que reclama sem paz
Os teus beijos sem amor
Vejo o céu negro derramar
sobre a cidade a sua dor
Meus olhos no rastro do sol
que a tempestade nunca apagou
pra onde vão desejos,
palavras sem razão?
Pra onde vão palavras?
versos ao vento vão "
sábado, janeiro 21, 2006
Poema de Sete Faces
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, janeiro 18, 2006
E o que aconteceu com seus amigos? Talvez alguém tenha se perguntado. Nunca tive muitos amigos, mas sempre procurei cuidar muito dos que tenho. Sou muito fechada e até um pouco chata. Terminei a faculdade, não faço mais parte de um “grupo” por assim dizer... Não há mais aula ou laboratório para me ocupar todo dia. Meus amigos da faculdade (contados a dedo) ou trabalham muito ou estão
domingo, janeiro 15, 2006
In Perfect Harmony (Within Temptation)
In a world so far away
At the end of a closing day
A little child was born and raised
Deep in the forest on a hidden place
Mother never saw his face
Ancient spirits of the forest
Made him king of elves and trees
He was the only human being
Who lived in harmony
In perfect harmony
The woods protected, fulfillled his needs
Fruit by birds, honey by bees
He found shelter under trees
He grew up in their company
They became his family
A thousand seasons
They passed him by
So many times, have said goodbye
And when the spirits called out his name
To join forever, forever to stay
A forest spirit he became
sexta-feira, janeiro 13, 2006
-Desonesto é aquele que diz adeus quando a estrada escurece -disse Gimli.
-Talvez -disse Elrond -, mas não jure que caminhará no escuro aquele que ainda não viu o cair da noite.-Ainda assim, o juramento pode fortalecer o coração que treme -disse Gimli.
-Ou destruí-lo."
JRR TolkienO Senhor dos Anéis ( As duas Torres "O Anel vai para o sul")
....
Meio psicótico da minha parte, mas sempre lembro de um trecho d'O Senhor dos Anéis (em negrito) quando ouço juramentos...algo que ficou há anos preso em minha memória e me impede de jurar ou prometer algo por impulso ou levianamente.
Uma das coisas que mais me fascinam é a HONRA, a palavra de alguém q se sabe não mentir, não sucumbir a esse ato infame para preservar o que quer que seja.
Há uma cena de "As bruxas de Salém" q fala muito a tudo o que sinto: aJohn Proctor é oferecida a liberdade, caso ele faça algo que era deliberadamente mentir (não lembro de assumir, inocente, a acusação de bruxaria ou incriminar outros, realmente faz muito tempo) o certo é que ele disse, chorando, que não poderia assinar o tal papel...era seu nome e ele só tinha aquele, como manchá-lo com uma mentira?E ele morre por seu nome.
Por que ninguem entende essas coisas,quando deviam ser a regra?Quando vc se livra de uma culpa ou de uma mentira, ou escolhe não compactuar com elas, é como se seus ombros não mais suportassem o mundo, é vc salvando o que há de mais precioso, sua honra, sua alma....
sexta-feira, janeiro 06, 2006
É planta, que de abril favorecida,
É nau enfim, que em breve ligeireza,
Mas ser planta, ser rosa, ser nau vistos
Gregório de Matos Guerra
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Têm coisas que só o Tio Leo faz pra você!
www.leonardonakahara.blogspot.com
- E se eu puxar as duas? - perguntou o sujeito. O papagaio respondeu: - Aí eu caio seu filho da puta...




