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em inconstante definição.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

se eu pudesse ficar assim ainda hoje!!!
mas amanhã...ah, amanhã...dormirei para acordar nas beirinhas de 2011.

o que eu desejo agora: C-A-L-M-A.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

"morri de febre nas dunas de Cingapura"

domingo, outubro 17, 2010

sexta-feira, outubro 08, 2010

Homem que é Homem - Luís Fernando Veríssimo

Homem que é Homem não usa camiseta sem manga, a não ser para jogar basquete. Homem que é Homem não gosta de canapés, de cebolinhas em conserva ou de qualquer outra coisa que leve menos de 30 segundos para mastigar e engolir. Homem que é Homem não come suflê. Homem que é Homem — de agora em diante chamado HQEH — não deixa sua mulher mostrar a bunda para ninguém, nem em baile de carnaval. HQEH não mostra a sua bunda para ninguém. Só no vestiário, para outros homens, e assim mesmo, se olhar por mais de 30 segundos, dá briga.

HQEH só vai ao cinema ver filme do Franco Zeffirelli quando a mulher insiste muito, e passa todo o tempo tentando ver as horas no escuro. HQEH não gosta de musical, filme com a Jill Clayburgh ou do Ingmar Bergman. Prefere filmes com o Lee Marvin e Charles Bronson. Diz que ator mesmo era o Spencer Tracy, e que dos novos, tirando o Clint Eastwood, é tudo veado.

HQEH não vai mais a teatro porque também não gosta que mostrem a bunda à sua mulher. Se você quer um HQEH no momento mais baixo de sua vida, precisa vê-lo no balé. Na saída ele diz que até o porteiro é veado e que se enxergar mais alguém de malha justa, mata.

E o HQEH tem razão. Confesse, você está com ele. Você não quer que pensem que você é um primitivo, um retrógrado e um machista, mas lá no fundo você torce pelo HQEH. Claro, não concorda com tudo o que ele diz. Quando ele conta tudo o que vai fazer com a Feiticeira no dia em que a pegar, você sacode a cabeça e reflete sobre o componente de misoginia patológica inerente à jactância sexual do homem latino. Depois começa a pensar no que faria com a Feiticeira se a pegasse. Existe um HQEH dentro de cada brasileiro, sepultado sob camadas de civilização, de falsa sofisticação, de propaganda feminina e de acomodação. Sim, de acomodação. Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das 8 — uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas — você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência da família a pontapés e procurava uma reprise do Manix em outro canal? HQEH só vê futebol na TV. Bebendo cerveja. E nada de cebolinhas em conserva! HQEH arrota e não pede desculpas.
*
Se você não sabe se tem um HQEH dentro de você, faça este teste. Leia esta série de situações. Estude-as, pense, e depois decida como você reagiria em cada situação. A resposta dirá o seu coeficiente de HQEH. Se pensar muito, nem precisa responder: você não é HQEH. HQEH não pensa muito!


Situação 1


Você está num restaurante com nome francês. O cardápio é todo escrito em francês. Só o preço está em reais. Muitos reais. Você pergunta o que significa o nome de um determinado prato ao maître. Você tem certeza que o maîtreestá se esforçando para não rir da sua pronúncia. O maître levará mais tempo para descrever o prato do que você para comê-lo, pois o que vem é uma pasta vagamente marinha em cima de uma torrada do tamanho aproximado de uma moeda de um real, embora custe mais de cem. Você come de um golpe só, pensando no que os operários são obrigados a comer. Com inveja. Sua acompanhante pergunta qual é o gosto e você responde que não deu tempo para saber. 0 prato principal vem trocado. Você tem certeza que pediu um "Boeuf à quelque chose" e o que vem é uma fatia de pato sem qualquer acompanhamento. Só. Bem que você tinha notado o nome: "Canard melancolique". Você a princípio sente pena do pato, pela sua solidão, mas muda de idéia quando tenta cortá-lo. Ele é um duro, pode agüentar. Quando vem a conta, você nota que cobraram pelo pato e pelo "boeuf' que não veio. Você: a) paga assim mesmo para não dar à sua acompanhante a impressão de que se preocupa com coisas vulgares como o dinheiro, ainda mais o brasileiro; b) chama discretamente o maître e indica o erro, sorrindo para dar a entender que, "Merde, alors", estas coisas acontecem; ou c) vira a mesa, quebra uma garrafa de vinho contra a parede e, segurando o gargalo, grita: "Eu quero o gerente e é melhor ele vir sozinho!


Situação 2


Você foi convencido pela sua mulher, namorada ou amiga — se bem que HQEH não tem "amigas", quem tem "amigas" é veado — a entrar para um curso de Sensitivação Oriental. Você reluta em vestir a malha preta, mas acaba sucumbindo. O curso é dado por um japonês, provavelmente veado. Todos sentam num círculo em volta do japonês, na posição de lótus. Menos você, que, como está um pouco fora de forma, só pode sentar na posição do arbusto despencado pelo vento.

Durante 15 minutos todos devem fechar os olhos, juntar as pontas dos dedos e fazer "rom", até que se integrem na Grande Corrente Universal que vem do Tibete, passa pelas cidades sagradas da Índia e do Oriente Médio e, estranhamente, bem em cima do prédio do japonês, antes de voltar para o Oriente. Uma vez atingido este estágio, todos devem virar para a pessoa ao seu lado e estudar seu rosto com as pontas dos dedos. Não se surpreendendo se o japonês chegar por trás e puxar as suas orelhas com força para lembrá-lo da dualidade de todas as coisas. Durante o "rom" você faz força, mas não consegue se integrar na grande corrente universal, embora comece a sentir uma sensação diferente que depois revela-se ser câimbra. Você: a) finge que atingiu a integração para não cortar a onda de ninguém; b) finge que não entendeu bem as instruções, engatinha fazendo "rom" até o lado daquela grande loura e, na hora de tocar o seu rosto, erra o alvo e agarra os seios, recusando-se a soltá-los mesmo que o japonês quase arranque as suas orelhas; c) diz que não sentiu nada, que não vai seguir adiante com aquela bobagem, ainda mais de malha preta, e que é tudo coisa de veado.


Situação 3


Você está numa daquelas reuniões em que há lugares de sobra para sentar, mas todo mundo senta no chão. Você não quis ser diferente, se atirou num almofadão colorido e tarde demais descobriu que era a dona da casa. Sua mulher ou namorada está tendo uma conversa confidencial, de mãos dadas, com uma moça que é a cara do Charlton Heston, só que de bigode. O jantar é à americana e você não tem mais um joelho para colocar o seu copo de vinho enquanto usa os outros dois para equilibrar o prato e cortar o pedaço de pato, provavelmente o mesmo do restaurante francês, só que algumas semanas mais velho. Aí o cabeleireiro de cabelo mechado ao seu lado oferece:

— Se quiser usar o meu...

— O seu...?

— Joelho.

— Ah...

— Ele está desocupado.

— Mas eu não o conheço.

— Eu apresento. Este é o meu joelho.

— Não. Eu digo, você...

— Eu, hein? Quanta formalidade. Aposto que se eu estivesse oferecendo a perna toda você ia pedir referências. Ti-au.

Você: a) resolve entrar no espírito da festa e começa a tirar as calças; b) leva seu copo de vinho para um canto e fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização; ou c) pega sua mulher ou namorada e dá o fora, não sem antes derrubar o Charlton Heston com um soco.

Se você escolheu a resposta a para todas as situações, não é um HQEH. Se você escolheu a resposta b, não é um HQEH. E se você escolheu a resposta c, também não é um HQEH. Um HQEH não responde a testes. Um HQEH acha que teste é coisa de veado.
*
Este país foi feito por Homens que eram Homens. Os desbravadores do nosso interior bravio não tinham nem jeans, quanto mais do Pierre Cardin. O que seria deste pais se Dom Pedro I tivesse se atrasado no dia 7 em algum cabeleireiro, fazendo massagem facial e cortando o cabelo à navalha? E se tivesse gritado, em vez de "Independência ou Morte", "Independência ou Alternativa Viável, Levando em Consideração Todas as Variáveis!"? Você pode imaginar o Rui Barbosa de sunga de crochê? O José do Patrocínio de colant? 0 Tiradentes de kaftan e brinco numa orelha só? Homens que eram Homens eram os bandeirantes. Como se sabe, antes de partir numa expedição, os bandeirantes subiam num morro em São Paulo e abriam a braguilha. Esperavam até ter uma ereção e depois seguiam na direção que o pau apontasse. Profissão para um HQEH é motorista de caminhão. Daqueles que, depois de comer um mocotó com duas Malzibier, dormem na estrada e, se sentem falta de mulher, ligam o motor e trepam com o radiador. No futebol HQEH é beque central, cabeça-de-área ou centroavante. Meio-de-campo é coisa de veado. Mulher do amigo de Homem que é Homem é homem. HQEH não tem amizade colorida, que é a sacanagem por outros meios. HQEH não tem um relacionamento adulto, de confiança mútua, cada um respeitando a liberdade do outro, numa transa, assim, extraconjugal mas assumida, entende? Que isso é papo de mulher pra dar pra todo mundo. HQEH acha que movimento gay é coisa de veado.

HQEH nunca vai a vernissage.

HQEH não está lendo a Marguerite Yourcenar, não leu a Marguerite Yourcenar e não vai ler a Marguerite Yourcenar.

HQEH diz que não tem preconceito mas que se um dia estivesse numa mesma sala com todas as cantoras da MPB, não desencostaria da parede.

Coisas que você jamais encontrará em um HQEH: batom neutro para lábios ressequidos, pastilhas para refrescar o hálito, o telefone do Gabeira, entradas para um espetáculo de mímica.

Coisas que você jamais deve dizer a um HQEH: "Ton sur ton", "Vamos ao balé?", "Prove estas cebolinhas".

Coisas que você jamais vai ouvir um HQEH dizer: "Assumir", "Amei", "Minha porção mulher", "Acho que o bordeau fica melhor no sofá e a ráfia em cima do puf".

Não convide para a mesma mesa: um HQEH e o Silvinho.

HQEH acha que ainda há tempo de salvar o Brasil e já conseguiu a adesão de todos os Homens que são Homens que restam no país para uma campanha de regeneração do macho brasileiro.

Os quatro só não têm se reunido muito seguidamente porque pode parecer coisa de veado.

Texto extraído do livro "As mentiras que os homens contam, Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 89

pra Leo Frasson, Rodrigo Barroso e todos os trollzinhos que conheço.

terça-feira, outubro 05, 2010

Divagações

Ainda é domingo e já estou decepcionada. Odeio segundas-feiras.
Talvez só haja um dia que odeie mais: quintas-feiras! Segundas, tento não refletir em como o domingo foi perdido, todas as tarefas do fim de semana que eu gostaria de ter feito e não fiz todos, os preparativos da semana que não saíram , mas ainda restam esperanças. Ah... Quinta-feira negra  e começa mesmo  00 h – é a singela personificação da impotência ante tudo, a confirmação holística de que não fiz nada e não tem mais jeito, e o cansaço das arrastadas idas e vindas ao trabalho, além das leituras infindáveis e compromissos que não pude cumprir... E temos ainda a cereja, a turma chata de quinta pela manhã, corando esse sunday sabor não quero mais.
Penso nisso enquanto coloco uns ramos de menta – ainda fresca- na cafeteira. Torpe maneira de fazer chá! É a primeira vez – com ervas frescas. Já fiz de mate. Adoro chaleiras, o fogo e o som de líquidos borbulhantes. Devo ser tradicional na maior parte dos gostos, mas... Caramba! Cafeteira! É um teste. É apenas um chá e então me dou um desconto.
Tomei algumas decisões importantes essa tarde. Família sempre é complicada e não adianta imaginar que um raio de altruísmo – ou justiça ou espírito fraternal ou respeito às decisões paternas- acenderá e aquecerá os corações. É melhor não esperar. Então, decisões tomadas! Aiiiii! Não quero ficar pensando num lugar com jardim e tijolos aparentes... Não ainda.
Por falar em família, ontem o tio do Igor morreu. Três semanas de internação? Quatro? Não recordo. Foi no dia seguinte ao retorno das mães do Igor. Fico pensando se aquela pequeníssima lesão no nariz da D. Magí, um carcinoma in situ – se é que era isso mesmo - que se foi tão bruscamente quanto surgiu e graças a Deus sem complicações, não foi apenas um modo dela passar uns dias com o irmão. Doeu ver a expressão dela, aquela tristeza sem lágrimas.
Ficou bom! 1,5 L de chá de menta. Demais, né? Mas tomei-o todo. O cheiro de menta inundou a cozinha enquanto ficava pronto e depois de todo esse chá, sinto-me melhor. Hoje, já não tive febre.
                                                                                                                                                                                                                                                              (1.) Macacos me mordam... O chá ficou melhor do que os preparados pelo Igor (que ele não leia isso...). (2. )Depois eu escrevo alguma coisa sobre chás... E macacos! (3.) Será que a Suhelen ainda toma licor de menta?
Tinha mais coisas pra postar, (4.) mas agora quero destruir o Now! ( " larga esse ikariam " Igor e Guilherme sobre o Ikariam)

quarta-feira, setembro 29, 2010

Hoje eu comentei com minha mãe ao telefone que eu precisava de um milagre,pra exemplificar o quão perdida era a causa. 


E o milagre veio!
Minutos depois. Numa coisa tão improvável quanto ganhar sozinho 32 milhões na loteria.


Acho que isso é graça imerecida.


Obrigada, Deus!



sexta-feira, setembro 24, 2010

eu quero morrer!!
ou melhor, quero matar,matar uma certa gata e  antes que minha orientadora me mate!
Essa fulana Hermione, com tanto lugar - entre certos, errados e incerto - resolve fazer xixi nos meus artigos!
Nem a pilha de papéis pelo chão tentou-a... Tinha que ser nas anotações, correções e artigos impressos... tudo infinitamente borrado!!!
inferno!!!
E agora para a don'Ana acreditar...
Caramba!!!
o que falta acontecer?

quarta-feira, agosto 25, 2010

terça-feira, julho 27, 2010

I pray for stormy weather

Someday when my crying is done
I'm gonna wear a smile and walk in the sun
I may be a fool but till then
Darling, you never see me complain
I'll do my crying in the rain ...

 
I'll do my crying in the rain ...

quarta-feira, julho 14, 2010

domingo, junho 27, 2010

E.S.P.E.R.A.N.Ç.A



Se der certo, eu prometo....
Prometo tanta coisa!!!

TEM que dar certo!

Marcelo Moura, lá d’O Troth, assina os e-mails dele com a seguinte frase: "Você nunca tem uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão!"

Maior sabedoria impossível.

terça-feira, maio 18, 2010

Enquanto a manhã não vem I ou Lições de Geografia


Hoje estou realmente triste, daquela tristeza sem choro. Na Annapurna da insatisfação pessoal.
Daí só me resta comentar um pouco do que tenho feito - ou deixado de fazer.

*O Livro do Cemitério é fofo. Quase terminando de ler, fica estranho andar com um livro desse nome por aí. As pessoas olham torto. E como não posso ler na cama - ou leio ou durmo- ficam para o domingo que vem os capítulos finais. Qualquer dia posto um conto do Neil Gaiman por aqui. Ainda é amor para muito tempo.

*Verbena + joystick= frustração. O pior é ouvi alguém dizer: "só ganhou por que eu deixei."

*Essas pessoas inteligentes demais fazem com que eu me sinta nas Fossas Marianas.( Que coisa! Esse saudosismo das aulas de Geografia hoje ...)

*Principalmente o povo da área de exatas... aí, já é um abismo intelectual

*Gosto de ouvir e realmente posso dizer que beijo pouco, falo menos ainda. Mas nunca senti tamanha necessidade de falar e saber que estão ouvindo como nos últimos dias. Tipicamente feminino.


*oh, vida! oh azar!! vou atirar-me de uma falésia!

*Sim!Sim! eu confesso! Estou rendida a histórias de vampiros adolescentes...o quinto Vampire Academy e até os gatos lá de casa sabiam que o Dimitri voltaria (era só cravar uma estaca com espirito no coração do galã-quase-malzinho.)Dedução lógica! Mas pra que maltratar o Adrian se o idiota do Dimitri resolve não querer mais nada com a Rose! E pq não tem ainda esse @#$¨%&$@@! de livro pra baixar! descobri essas informações numa review! Eu quero é o livro! Ah, no próximo, os Moroi vão à guerra.Esperem.

*Ontem vi um pedacinho de "Corra que a Policia Vem Aí".

* Nascer, adolescer, cursar faculdade, arrumar emprego, casar, ter filhos... é assim mesmo?

*Tudo bem, meu professor de Geografia - última aula, novembro de 2008- merece um post. Aguarde!


Verbena

sábado, fevereiro 27, 2010

"Eu trarei flores alegres das montanhas, campainhas,
aveleiras escuras e rústicas cestas de beijos.
Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras"

Neruda

sábado, janeiro 23, 2010

14 de janeiro de 2010.
1
KerIDU BlOg Du MeU koRaXXaU


"eU TavAH InDU pru CInEMaH Kum mEu NAMOradeENhu FoFInhU I UNxXx AmIGuiNHUxXx Qdu bAtEraM nu MEu karRu......"

2 "Hoje, indo ao cinema,conheci uma mulher de parar o trânsito.Ela apareceu assim de forma distraída e rapidamente preencheu a minha noite com fortes emoções..."

Há uma primeira vez para tudo. E, nessa ilha de Lost, um dia todos toparemos com alguma doida num New Civic, dirigindo muito mal, cortando você de maneira infinitamente tresloucada em um retorno e ainda se achando no direito de reclamar e esbravejar.O engarrafamento fez-se num dos trechos já miniengarrafados dessa cidade sem engenharia de tráfego - ou qualquer outro nome que se dê à tentativa de por ordem na entropia movida a rodas.
Horário? O melhor possível: depois das seis. E eu no auge da TPM. Nessas horas é fantástico estar com seu namorado paciente e um amigo judoca. Eles resolveram com a doida barraqueira.


ai ai