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em inconstante definição.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Algumas pessoas fazem um estardalhaço a respeito de padres confessores e esse costume da Igreja Católica. A meu ver, um hábito bem saudável, gostaria até de saber se alguém aí conhece uma igreja como as dos filmes que o padre ta lá, disponível pra te ouvir... Eu quero ir lá. Sim, não sou católica, eu sei. Tô precisando de alguém que me escute. Sabe por que acho um hábito saudável? Ninguém (teoricamente) precisava se preocupar com o que dizia, pois seu ouvinte estava preso a um juramento e confissão feita era segredo guardado. Quase uma terapia para quem se confessava. Aliás era uma terapia, depois das penitências ninguém mais era culpado.... E eu quero me confessar. Não, não fiz nada de terrivelmente errado. Não menti, não matei, não roubei, não desejei nada do próximo ou tomei o Santo Nome de Deus em vão...Também não fiz acordo algum com coisa alguma, não pratico (nem pratiquei) artes negras (rsrs, ao contrário do que alguns possam achar...) Desobedeci um pouquinho meu pai, mas já me retratei por isso.... São as pequenas aflições diárias, as dúvidas existenciais, os tênues limites do certo e errado, lembranças que doem e quero esquecer ou compartilhar, vontade de ouvir uma segunda opinião, a solidão de quem tá passando horas sem dizer uma palavra até que toque o telefone (a menos que eu cantarole ou fale sozinha), a vontade de ouvir alguém falar de como está se sentindo hoje e até contar seus problemas, discutir um filme ou um livro (nessas o padre não ajuda...). E têm coisas que não dá para achar que e-mail, celular, orkut, ICQ, MSN vão suprir, por que quero ouvir batidas de um coração e a expressão facial da pessoa com que falo e não o som dos meus dedos no teclado e emoticons. Sei que isso estreita laços, tenho provas, mas agora não me adianta.

E o que aconteceu com seus amigos? Talvez alguém tenha se perguntado. Nunca tive muitos amigos, mas sempre procurei cuidar muito dos que tenho. Sou muito fechada e até um pouco chata. Terminei a faculdade, não faço mais parte de um “grupo” por assim dizer... Não há mais aula ou laboratório para me ocupar todo dia. Meus amigos da faculdade (contados a dedo) ou trabalham muito ou estão em outros lugares fazendo pós-graduação. E de outros ciclos viajaram, mudaram de cidade ou estão ocupadíssimos com monografias, relatório do CNPq, um resolveu do nada não ser mais meu amigo (talvez por ter apoiado as mentiras de outro amigo dele com as quais resolvi não mais compactuar), duas estão brigadas entre si (o que dificulta aproximações, pois não quero magoar nenhuma e elas estão muito sensíveis) ou simplesmente eu achei que eram o que nunca foram...Meu pai vive viajando e eu passo o dia entre livros que serviriam de travesseiro e o computador.Só...Ridículo tudo isso, eu sei.Nunca fui de me expor e é isso que tô fazendo...Aff...Se alguém aí conhecer o tal padre, me dê um toque,deixe um scrap ou me mande um e-mail...

2 comentários:

driko disse...

...não conheço o tal "padre", mas queria fazer o seu papel e poder ficar te ouvindo. Isso só sabe quem já passou, amigos de verdade fazem falta, (também não tenho muitos, passo por isso também, quiçá isso resolvesse, vou acabar me confessando aqui também!)

Anônimo disse...

Ei eu sei quem é o tal padre... e já te disse...

Bjão Andressa!!!