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em inconstante definição.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

"Sobre um passo de luz outro passo de sombra.
Era belo não vir; ter chegado era belo.
E ainda é belo sentir a formação da ausência.

Nada foi projetado e tudo acontecido.
Movo-me em solidão, presente sendo e alheia,
com portas por abrir e a memória acordada.

A acordada memória! esta planta crescente
com mil imagens pela selva resvalantes,
na noite vegetal que é a mesma noite humana.

Vejo-me longe e perto, em meus nítidos moldes,
em tantas viagens, tantos rumos pioneira,
a construir o instante em que direi teu nome!

Que labirintos bebem meu rosto?"- Cecília Meireles


Pelo menos fevereiro está acabado...pelo meno isso... Vejo agora a Hermione, esparamada ao meus pés, em transe pelo barulho que faço ao estalar meus dedos. Linguinha de fora... Bocejo. Espirro.
(que tem de mais 'preguicento' que o bocejo de um gato?)
Desânimo. Sórdido desânimo... Quebra-cabeça que nem penso em montar...Acordarei no susto, temendo a hora perdida?
A chuva, mal-criada, decerto não me deixará sair de casa. Eu teimarei. Por nós.


dia desses, eu não sei não...

3 comentários:

yara b . disse...

também não quero montar esse quebra-cabeças de 3000 peças à minha frente.

desânimo.

suhelen disse...

luz e sombra
ir e vir
chuva e sol
gato e rato
preto e branco
bruxa e fada
gnomo e duende
memória e olvido
planta e flor
jardim e bosque
longe e perto
aqui e lá
chegadas e despedidas
sono e sonho
som e silêncio.


[...]

tantos labirintos...
a chuva pausou por enquanto.
talvez por todos. ou por "nós".

andréa disse...

eita. não acredito que fazia tanto tempo que não vinha por aqui!

:O