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em inconstante definição.

terça-feira, julho 08, 2008

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“... concatenar idéias não costuma ser tarefa fácil em dias como este mas sei: é uma verdade bem antiga aquela que diz tudo o que fizeres voltará três vezes para ti.”

Sábado, 04 de julho de 2008. Medo da segunda metade do ano

segunda-feira, julho 07, 2008

Pensamento de uma manhã de sol sob o jambeiro...


Nem antes, nem depois.
Se é esse agora que interessa, vivamos!
Vivamos!
É certo, preocupo-me! Destoando da natureza plácida da espera por não conhecer o ritmo. E o êxtase.
Assusto-me com as formas, abalo-me com a força que já não queria experimentar, mas sigo.
E daí?
Fingirei que de cor não sei o desfecho. Ou melhor, dele não lembrarei como os sonhos que somem da memória ao acordar.

sábado, junho 28, 2008


"A única obrigação que tenho direito de assumir é fazer a qualquer momento aquilo que julgo certo."
Henry David Thoreau - Desobediência Civil

quinta-feira, junho 19, 2008

Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda
Em memórias aos dias em que dormi e acordei sob cálido olhar, desses que se teme e de nem adianta pedi que se fechem os olhos.

terça-feira, junho 03, 2008

"Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo."
Álvares de Azevedo

segunda-feira, maio 19, 2008


"Se como Anjo sois dos meus altares,

Fôreis o meu custódio, e minha guarda
Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda."


Um trechinho de Gregório de Matos
Pedaço de mim, hoje.

terça-feira, abril 29, 2008

Espantar um pouco da poeira. É isso. Algo que seja só pra sair da inércia ou esse blog nunca mais veria um novo post. Os dias escorrem suas horas mais rápido do que posso acompanhar e não me dou conta. E procastino o mundo ou desisto dele...
Daí, não há jeito.
Sempre esqueço algo...
Ou me perco nas razões.
Ou deixo que o nada se ache em mim.


*Da figura: para todas as biomoléculas que devo lembrar dos nomes, só há um escrito: TESE, TESE, TESE. E o medo dos prazos esgotados.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Sombras






Sombras...Dessas que acordam quando o Sol dorme e vão esfriando a terra para passar Lua...

sexta-feira, novembro 30, 2007

Coldplay...Vídeos velhos vol. 1



In My Place

In my place, in my place
Were lines that I couldn't change
I was lost, oh yeah
I was lost, I was lost
Crossed lines I shouldn't have crossed
I was lost, oh yeah

Yeah, how long must you wait for it?
Yeah, how long must you pay for it?
Yeah, how long must you wait for it?
For it

I was scared, I was scared
Tired and under prepared
But I waited for it
If you go, if you go
Then Leave me down here on my own
Then I'll wait for you, yeah

Yeah, how long must you wait for it?
Yeah, how long must you pay for it?
Yeah, how long must you wait for it?
For it, yeah

Sing it please, please, please
Come back and sing to me
To me, me
Come on and sing it out, now, now
Come on and sing it out, to me, me
Come back and sing.

In my place, in my place
Were lines that I couldn't change
I was lost, oh yeah
Oh Yeah

quarta-feira, novembro 28, 2007

Plim-plim!

Não sei como executar meu projeto de doutorado.

Esse estágio tem mostrado muitas coisas, inúmeras possibilidades de trabalhos e projetos e que, assim como a Pilar-bobinha do livro de um falso mago, eu devia sentar às margens de algum rio aqui do Ceará e chorar ao escrever esse post.

Não sei bem ao certo, mas acho que devo alegrar-me, afinal ainda restam 2 anos e meio de doutorado e se hoje eu tenho a lúgubre certeza de estou lascadinha da silva e muitos dos meus domingos serão passados à luz fluorescente do laboratório e noites nada dormidas acenam saudosas é sinal que alguma força superior zela por mim ou tenho uma baita sorte...

Ou nada disso, é o acaso - como diria Voldemort no sétimo livro, eu um momento de reflexão pública versando sobre por-que-não-matei-esse-cara-antes que sempre fazem os vilões no fim das sagas, prontos a ouvir a réplica do mocinho(a) em vou-mostrar-por-que-você-não-me-pegou-antes.

Poderia descobrir minha má sorte daqui mais tempo e mais tempo=mais lascada10. É, ainda bem que foi agora... Meu cabelo vem tentando abandonar sua costumeira moradia, pareço estar usando uma maquiagem estranha – e negra – ao redor dos olhos e engordei 3 quilos de pura ansiedade e docinhos da cantina.

Analista?Outro projeto?Suicídio?

Confesso, pensei em várias possibilidades. E, claro, não cheguei a conclusão alguma, lugar nenhum que não sonhos por uma pesquisa melhor... Com resultados.

Mas enquanto isso não acontece, esses sonhos acalentados tão inutilmente vão calando frente à vida em família que estou prestes a abraçar. Coisas simples como pessoas juntas às refeições, tarefas domésticas repartidas e novelas. Depois de anos sem ver TV regularmente, cá estou meio viciada em ver as peripécias de Marconi Ferraço e Juvenal Antena. É o princípio das dores, o Armagedon, as vésperas do Ragnarok, ou seja, qualquer coisa que signifique, para você, a destruição total do mundo como o conhecemos... Sem sobrar nem as baratas! Novela! Pois é... Eu me desconheço, juro! Estou assistindo o Jornal Nacional e vendo novela das oito.

Seria abdução?

Estaria a Globo sob o controle de aliens sedentos por audiência?

sexta-feira, novembro 23, 2007

Béébá

Na casa onde estou hospedada mora o Fábio. Ele tem 3 anos, é muito lindo, pergunta tanto que me deixa tonta e é a convivência mais próxima de uma criança depois que sou adulta. (estranho essa de "depois que sou adulta"-mas vá lá...tenho que admitir isso um dia). Ele é diferente do Guilherme - meu irmão...eu lembro dele da idade do Fábio...Sério demais, parecia um adulto em miniatura- em alguns pontos, como o fato de ser tagarela demais e adorar mesmo carinhos. Lembro que o Gui gostava de soldados e brincar com vários deles no chão, tanques, trincheiras e guerras imaginárias. Com o Fábio, são os carros...Ele ganha um carro novo, brinca, brinca, mas não esquece os velhos: de vez em quando faz uma repescagem.
Fábio e eu temos uma convivência amigável, escovamos os dentes juntos todas as noites, conto historinhas antes de dormir e ele fala de mim- e dos carros -nas orações ao Papai do céu e para a tia da escola.Claro que, como toda criança vista por adultos que não são pais, Fábio tem coisas estranhas. Acho que deve ser falta de costume no trato com guris, mas que são estranhas são. Tipo a Béébá.
A Béébá é a amiguinha do Fábio que mora no ventilador. A princípio, claro, não fiquei nem um pouco confortável com essa história. Destesto essa de amigos imaginários, apesar de, na idade dele, eu já ter tido minha própria cota dessas coisas.Ele conversa horas com a Béébá conta coisas da escola, fica quietinho como se escutasse as respostas a tudo aquilo que pergunta, deitadinho no cama, em frente ao ventilador ligado. Quando eu chego ele pára, quando é a mãe ele, continua. Outro dia, ele não percebeu que eu estava lá e entrou falando alto "Béébá, o que ..." parou assim que me viu. E fingiu que não era nada. Uma vez, chegou até a nos confundir, falou comigo chamado de Béébá, e depois disse: "oou, Andressa...".
:D

segunda-feira, novembro 19, 2007



Ainda em Fortaleza, brincando de cientista...
Incrível como alguns dias fora da rotina nos fazem enxergar de maneira nova os quilos de coisas que o cotidiano desfoca, ofusca e esconde.
Nosso triste mundo de decisões difíceis... Lembro da Aline dizendo que preferia não pensar a respeito de certas coisas ou então fazia besteira.



aqui, entende-se como besteira racionalizar relacionamentos...

segunda-feira, novembro 05, 2007

Hadrian's Wall


Eu estava falando da Muralha de Adriano quando peguei a foto do post passado e só depois me dei conta onde a triste árvore.

É um dos lugares que gostaria de visitar.Pedras caducando histórias no tempo.

(dinheiro e tempo de sobra, só isso, nem quero mais nada...Estaria a megasena acumulada???)






domingo, outubro 28, 2007


Triste, triste.
Triste por ser egoísta.
Envolvida demais com o doutorado, laboratório, problemas (do laboratório), com o que eu devia estar fazendo e não faço ou não deu certo ainda - no laboratório... Tudo assim, centrado nesse eixo pseudocientífico, pois mesmo que a minha volta o mundo ande e outras pesquisas deslanchem e eu esteja envolvida nelas em certo grau, ainda não me considero fazendo ciência.

Enquanto isso meu pai está doente e eu não estou perto - e, só de pensar nisso, tudo se desgasta, desmonta.

Jonathan está ansioso pela reforma da casa, cheio de planos que nem tenho tempo de escutar, tão alheia estou a tudo.

Pessoas que adoro estão em outros rumos, com perdas, amores, tantas coisas boas surgindo, pessoas que não terei para sempre perto e eu distante.
...
Nem queria pesar tudo isso. Já nem é o mundo que penso suportar nos ombros...

quarta-feira, setembro 12, 2007


Nimphadora, com as patinhas inquietas, puxa minha roupa...
A um canto, Hermione boceja.
Oh, Ni! Pára! Pára um pouco... Tenta ficar quieta, gatinha!Eu quero escrever... Mas o quê?
Hoje essa alegria me incomoda e meu cotidiano tem tristezas que tua saltitante vida jamais entenderá.
E saias deste vaso, não adianta oferecer-me margaridas... Só a ti elas alegram o paladar e minha garganta aperta tanto que nem uma lágrima desceria (aperta como se de mãos invisíveis- trêmulas, mas firmes- se fizesse no ar ao meu redor...).



segunda-feira, setembro 10, 2007

"I didn't want to know ...I just didn't want to know ...Best to keep things in the shallow end"

Blue The Perfect Circle

Total atonia isso, mas, em mim, o conhecimento mais assusta que seduz. E nem me refiro aos contentes que podem deitar e dormir [sem pensar no sentido das coisas, no não-sentido dessa coisa pré-estabelecida por algum tolo e convenientemente "batizada" de vida normal e respeitável que "todos" almejam ter...]. O dia a dia mesmo. Saber quem realmente são as pessoas próximas, tudo aquilo que preferimos nem admitir, nem sonhando. São bem melhores os momentos de não-certeza, só não melhores do que os de não-conhecimento.

Há tanta coisa dentre as que eu busquei, mas hoje preferia não saber, não ter prestado atenção, analisado. Preferia ter esquecido depois ao invés de descobrir serem certas minhas suposições. Não sou mais inteligente que a maioria da população. Não mesmo. Mas certos detalhes atraem e lá estou eu observando (eu costumo olhar o coelhinho correndo do lado da estrada e bater o carro numa scania, essa é a verdade).

Nem saberia escrever aqui tudo que –quase- aconteceu e que eu preferia não ter observado [ou não].



ah, deixe-me bocejar ao olhar a vida alheia...

quinta-feira, agosto 23, 2007

CAPS LOCK ou "o que os olhos não vêem não embrulha o estômago"


Julho foi muito bom.

Clichês à parte, agosto está sendo o mês do desgosto.

E, automobilísticamente falando, mais ainda... Não bastando o "episódio do banco" dias depois "encostei" num gol. "Encostei"- apenas. O cara parou, eu fui lá,com a minha melhor cara de boazinha, mas ele disse " não vamos nos irritar por isso, amor" (hã??). Ele estava queloniando pela rua, ora! Certo, eu passo rente às coisas, carros ou pessoas e meu pé costuma pesar, mas precisava andar tão devagar?

E foram esses malditos 5 minutos perdidos que estragaram minha tarde.





segunda-feira, agosto 20, 2007

terça-feira, agosto 07, 2007


Juro que pensei em um post engraçadinho... Isso aqui tem sido jogado às traças e baratas - talvez outros bichos piores- e tenho andando impaciente.

Novidade, né? Logo eu, a menina com nuvens cinza sobrevoando a cabeça...

Quem convive comigo sabe o quanto sou impaciente e estressada e podre e nojenta que cobra demais dos outros e de si. Uma chata que perde o controle quando algo não sai como planejado... Sinceramente, não sei a razão de ser assim, nada disso é nada agradável e nem foi decisão pensanda. E tudo isso está consumindo-me.

Cavo minha sepultura.

E nem só por isso.



terça-feira, julho 10, 2007

Algum tempo depois....


Queridos leitores- se ainda existe algum depois do post anterior- eu não morri. Posso ter passado às portas da morte, mas não foi dessa vez. Hi! I'm here. Tampouco fiz coisas absurdamente absurdas por esses dias ou comecei aquela abstinência da vida em busca de purificação que me prometo há séculos. Nem nada. Tudo continua no mesmo período de estase -ok, ok, posso até estar exargerando, mas o certo é que tudo me sobra: ainda tenho trabalhos acadêmicos demais, e-mails não-respondidos demais, sono demais, coisas pessoais atrasadas demais, papéis demais pela casa, blogs demais desatualizados demais, a Hermione suja demais, compromissos cedo demais, bebendo café demais, quilos a mais, esperando tempo demais o meu celular chegar [maldita Lojas Americanas]. Ah.. ia esquecendo... reflexões sobre a vida demais. Tudo muito engraçadinho.

#Se peneirarmos bem, não há muita coisa a reclamar. Outro ângulo, " outra leitura" e, claramente, poderia ser bem pior. Tudo pode ser apenas uma piada sem-graça ou de humor negro. Daí posso chorar ou rir da cara do mané que quis ser engraçadinho. Claro que nada disso é inteiramente ruim. Até por que nada é inteiramente ruim. Pausa pra um momento loser: Droga! Deveria ter ido ao teatro. Hoje não estou legal. Lamentando a solidão. Aluguei um DVD no início da noite [comédia romântica, acredita?], não queria incomodar ninguém e queria e não queria companhia. Insônia . . .

$Nos caminhos, muita coisa passa e nos lamentamos por isso. Só que o melhor era que realmente tivesse passado. Nada de correr atrás do vento e nem olhar para que direção ele foi.

@Hahahah esperou um texto inteligente? [Eu não tenho nada prá dizer /Também não tenho mais o que fazer /e só pra garantir este refrão ...hahaha é melhor parar por aqui...]




"Não estou mais interessado no que sinto/Não acredito em nada além do que duvido/Você espera respostas que eu não tenho/Mas não vou brigar por causa disso"