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em inconstante definição.

segunda-feira, julho 17, 2006

Não faz mal acalentar seus sonhos...


No início do ano, alguns amigos ( uns nem tão amigos assim...) decidimos colocar metas no papel, planejar explicitamente o que queríamos de 2006. Achei as "minhas metas" essa manhã. Bem, não fiz nada delas, nadinha mesmo. Não passei no mestrado da Fiocruz, não tomei minhas sérias resoluções ou cumpri meus próprios prazos, não li o que disse que leria...Eu fui para um lado e elas, ou ficaram bem atrás, ou volveram correndo pra direção oposta. Mas, meu Deus, estou bem melhor assim (bem, só os artigos da monografia que realmente deveriam ter saído..oh, vagabundagem... )

Eu sonhei, eu quis. Foram coisas extraordinárias, acontecendo, acontecendo... Bastou vivê-las aos pouquinhos. De concreto, ainda não tenho nada, mas nunca estive tão satisfeita e vendo tudo caminhar para o que mais quero. Num mundo onde se escuta tantas reclamações, sinceramente, eu não teria nada que justificasse isso. Não que esteja vivendo o paraíso, com dinheiro à rodo, amor eterno e amplas realizações profissionais ( amor e dinheiro estão bem looonge...), mas hoje acordei pensando como realmente estão as coisas para mim. E tudo parece bem palpável. Aquilo que fiquei imaginando que seria, simplesmente está às portas.

E não caiu assim, no colo. Precisou de coragem, erros, de um pouco de irracionalidade até, de agir contra a ordem natural das coisas... A maior prova é que agora em agosto eu estarei formada há um ano e nunca entrei em uma farmácia ou afins para trabalhar. E parei de contar as pessoas que me chamam de doida, que pesquisadores e professores universitários "passam fome". Ainda bem que não quero ficar rica e sim ser feliz. Há tanto mais que dinheiro e não conseguirei ser responsável por algo de que não goste. Posso dizer que todo o dinheiro que ganhei na vida foi originado de pesquisa, de atividades universitárias. E assim quero. E no fundo só pretendo ser farmacêutica para causas filantrópicas ou algo assim... Meu pai ja perguntou bilhares de vezes para que fiz esse curso então. Eu gosto, muito, muito, muito. Mas há coisas que gosto mais.

Nesses dias, só espero respostas. Talvez boas, mas mesmo com as más aprenderei o suficiente para tentar de novo. Isso por que ainda não dou tudo o que posso, não sou tudo o que posso. Mas um dia, serei completa nisso também.




5 comentários:

Nocte Cellariu disse...

Eu tb sou assim com vc. Não é que o dinheiro seja realmente importante. Ele é. Mas mais importante é ser feliz, não?

25 anos e contando... disse...

Fico muito feliz...de verdade. me preocupo muito contigo irmãzinha, e sei que tuas palavras estão sendo siceras. Tu és forte, tanto que nem imaginas. E ao contrário do que vc pensa, é ainda tão nova que quando tu chegares aos 50 vai pensar e perceber como vc ainda era uma menina aos "quase 25".
E se serve de consolo 99,99% da polulação mundial não cumpre as metas de virada de ano (eu li isso numa pesquisa muito séria). Bem, na verdade é conhecimento empírico mesmo ehhehehehehehe
beijão!

PARANÓIA disse...

olha que pra ser feliz tu precisa de dinheiro sim, já diria Chico Xavier: "Dinheiro não é nada mas é tudo".

Verbena disse...

Eu não disse que não preciso de dinheiro... Eu sei que preciso e um dia meu pai se cansará de bancar-me...hahahaa
Mas não é isso,crianças....É que foi dificil trocar 10 salários-mínimos ( e ocupações que me fariam morrer de tédio) por um estágio não-remunerado(só que fazendo o que gosto...).

Leonardo Nakahara disse...

Dinheiro é importante a beça mesmo. Infelizmente. Nunca tive apreço a coisas materiais. Obviamente, é bom ter dinheiro para quando necessário, como em casos de enfermidade e coisas de mais importância.

Ter dinheiro para dar naquele carrão do ano que você tanto quer é algo que não me chama a atenção. Caprichos, apenas.

Se pudéssemos apenas conciliar ambos (ganhar dinheiro e estarmos felizes com o que fazemos) seria tão bom ...